Docências e currículos que escapam
efeitos do Programa “Educar pra Valer” no município de Vila Velha/ES
DOI:
https://doi.org/10.24220/2318-0870v31a2026e16384Palavras-chave:
Cartografia, Currículos, Docências, Educar pra valer, InvençãoResumo
O artigo problematiza os efeitos do Programa “Educar pra Valer” no trabalho docente e currículos, implementado no município de Vila Velha/ES a partir de uma perspectiva inspirada na filosofia da diferença e na cartografia como metodologia de pesquisa. Ao cartografar os modos como esse programa opera na forma de dispositivo de regulação e monitoramento do trabalho docente, mapeiam-se situações como a negligência às multiplicidades, a centralidade de indicadores quantitativos, a rotinização do “fazer” docente e a ausência de um diálogo não instrucionista nas formações propostas. Em contraste, esta escrita potencializa as invenções curriculares que insurgem nos cotidianos de uma escola pública do município, com fazeres que atravessam o congo, as danças, os teatros, as visitas culturais etc. Tais movimentos escapam à lógica da padronização e afirmam a vida que há nos cotidianos escolares que escapam de forças horizontalizantes, inventando modos outros de “fazer” docências e de desconstruir a ideia do currículo formal como único e linear. Assim, este texto deseja abrir microfissuras para pensar a vida, as docências e os currículos para além da produtividade, afirmando os currículos como devir e a escola como espaço de resistência e invenção.
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