Contribuições de “As obras do amor”, de um autor religioso, à clínica psicológica em situações de suicídio
DOI:
https://doi.org/10.24220/2447-6803v51a2026e15121Palavras-chave:
Compaixão, Empatia, KierkegaardResumo
Com este artigo pretendemos apontar para um fenômeno que nos atravessa no mundo moderno, a ausência de amor comunitário, e mostrar como essa ausência acaba por aparecer em diferentes modos de sofrimento existencial, tomando como guia de reflexão situações em que o suicídio aparece. Para alcançar o objetivo deste estudo, primeiramente recorreremos a Kierkegaard no seu texto As obras do amor, na tentativa de refletir sobre as expressões de amor para além daquilo que é compreendido medianamente. A partir dessa leitura, deixaremos que apareça nos escritos desse autor a compreensão de uma forma de expressão de amor que se conhece pelos seus frutos. Apontaremos, neste estudo, o quanto as relações entre os homens na atualidade, pautadas na indiferença, aparecem como sofrimento existencial em que a decisão pelo suicídio se mostra como solução para a dor. A clínica psicológica, em uma relação empática, em algumas situações se mostra como uma medida de prevenção para o ato de pôr fim à vida.
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