UMA LUTA CONTRA O TEMPO: O QUE NOS AGUARDA NO “NOVO NORMAL”?

WHAT AWAITS US IN THE “NEW NORMAL”?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.24220/2595-9557v5e2022a5564

Palavras-chave:

Docência virtual, Pandemia, Trabalho docente remoto

Resumo

Neste trabalho, objetivamos entender a relação que as escolas e os professores têm mantido com o tempo. Para tanto, nos debruçamos sobre a seguinte interrogação de pesquisa: como isto, tempo vivido, é percebido na quarentena presente e esperançado num futuro “novo normal”? Para o desenvolvimento do artigo, buscamos, em conversas que tivemos com outros professores da Educação Básica, descrições de como o tempo tem sido vivido por eles e embates entre suas ideias e as que as escolas fazem vigorar. Ao fim, evidenciamos que as escolas divulgam como “novo normal” uma ideia inautêntica de tempo e de normal que conflita com o modo como os professores doam sentido a esses termos e, por consequência, pensam a volta emergente aos espaços físicos das escolas.

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Biografia do Autor

Felipe Costa Aguiar, Universidade Federal Fluminense

Mestrando em Geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal Fluminense, Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional, Departamento de Geografia, Campos dos Goytacazes, RJ, Brasil. Pesquisador dos grupos de pesquisa do CNPq - Grupo de Pesquisa em Geografia Humanista Cultural (GHUM) e; Geografia e Contemporaneidade (GEOCON). 

Regina Frigério, Universidade Federal Fluminense

Doutora em Geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas. Docente na Graduação e na Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal Fluminense, Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional, Campos dos Goytacazes, RJ, Brasil. Pesquisadora do grupo de pesquisa do CNPq – Geografias Colaborativas (GeoCoLAB).

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Publicado

2022-11-04

Como Citar

Costa Aguiar, F., & Célia Frigério, R. (2022). UMA LUTA CONTRA O TEMPO: O QUE NOS AGUARDA NO “NOVO NORMAL”? WHAT AWAITS US IN THE “NEW NORMAL”?. Pós-Limiar, 5, 1–13. https://doi.org/10.24220/2595-9557v5e2022a5564

Edição

Seção

Dossiê Corporeidade, cidades e redes sociais virtuais