Diagnóstico e monitoramento da situação nutricional da população idosa em município da região metropolitana de Curitiba (PR)
Palavras-chave:
Avaliação nutricional, Idoso, Vigilância nutricionalResumo
Objetivo
O aumento da população idosa em países desenvolvidos, como naqueles em desenvolvimento, desperta interesse e preocupação com o planejamento de políticas públicas voltadas para a atenção nutricional do idoso. O objetivo desta pesquisa foi descrever o perfil nutricional de idosos voluntários pertencentes a grupos paroquiais, para propor o monitoramento da situação nutricional da população idosa no município de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (PR).
Métodos
A população incluída na pesquisa foi de 209 idosos voluntários, pertencentes aos grupos paroquiais de adultos e idosos do município. O diagnóstico do estado nutricional dos idosos foi realizado por meio de medidas antropométricas, com o cálculo do Índice de Massa Corporal, utilizando como critérios diagnósticos os pontos de corte recomendados pelo Ministério da Saúde. Dados sócio-demográficos, como grupo etário, sexo, grau de escolaridade, morbidades, tipo de serviço de saúde utilizado pela população idosa, também foram coletados no período de agosto a novembro de 2003. O Programa Epi Info, versão 6.04, foi utilizado
para as análises estatísticas.
Resultados
Os resultados encontrados mostraram a ocorrência de importantes prevalências de inadequação do estado nutricional na população idosa do Município de Pinhais, onde 57,4% dos idosos apresentaram sobrepeso e 9,6% baixo peso.
Conclusão
Os resultados indicam a necessidade de criar um instrumento de monitoramento da situação nutricional para a população idosa do município, sugerindo o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional para este grupo etário.
Downloads
Referências
Ramos LR, Veras RP, Kalache A. Envelhecimento populacional: uma realidade brasileira. Rev Saúde Pública. 1987; 21(3):211-21.
Papaléo Netto M, Ponte JR. Envelhecimento: desafio na transição do século. In: Papaléo Netto M. Gerontologia. São Paulo: Atheneu; 1996. p.3-6.
Monteiro CA, Mondini L, Souza ALM, Popkin BM. Da desnutrição para a obesidade: a transição nutricional no Brasil. In: Monteiro CA, organizador. Velhos e novos males da saúde no Brasil: a evolução do país e suas doenças. 2a. ed. São Paulo: Hucitec; 2000. p.247-55.
Silva MLT. Geriatria. In: Waitzberg DL. Nutrição oral, enteral e parenteral na prática clínica. 3a. ed. São Paulo: Atheneu; 2000. p.997-1008.
Silva DO. SISVAN: instrumento pra o combate aos distúrbios nutricionais na atenção à saúde: o diagnóstico coletivo. Rio de Janeiro: Fiocruz; 2002.
Tavares EL, Anjos LA. Perfil antropométrico da população idosa brasileira. Resultados da pesquisa nacional sobre saúde e nutrição. Cad Saúde Pública. 1999; 15(4):759-68.
Anjos LA. Índice de massa corporal como indicador do estado nutricional de adultos: revisão da literatura. Rev Saúde Pública. 1992; 26 (6):431-6.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de Formulação de Políticas de Saúde. Política nacional de alimentação e nutrição. Brasília: Ministério da Saúde; 2000.
Frisancho AR. New standards of weight and body composition by frame size and height for assessment of nutritional status of adults and elderly. Am J Clin Nutr. 1984; 40(4):808-19.
Incorporating Nutrition Screening and Interventions into Medical Practice. A monograph for phycicians. The Nutrition Screening Initiative. Washington (DC): The American Dietetic Association; 1994.
Brasil. Ministério da Saúde. Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição. Orientações básicas para a coleta, processamento, análise de dados e informação em serviços de saúde para o sistema de vigilância alimentar e nutricional. Versão Preliminar. Brasília: Ministério da Saúde; 2004.
Dean AG, Dean JÁ, Burton AH, Dicker RC. Epi Info, version: 6.04: a word processing database and statistics program for epidemiology on microcomputers. Atlanta: Centers for Disease Control and Prevention; 1997.
Cervato AM, Derntl AM, Latorre MRDO, Marucci MFN. Educação nutricional para adultos e idosos: uma experiência positiva em universidade aberta para a terceira idade. Rev Nutr. 2005; 18(1):41-52.
César CLG, Paschoal SMP. Uso dos serviços de saúde. In: Lebrão ML, Yeda AOD. SABE - Saúde, bem-estar e envelhecimento - o projeto Sabe no município de São Paulo: uma abordagem inicial. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde; 2003. p.227-37.
Ramos LR, Rosa TEC, Oliveira ZM, Medina MCG, Santos FRG. Perfil do idoso em área metropolitana na Região Sudeste do Brasil: resultados de inquérito domiciliar. Rev Saúde Pública. 1993; 27(2): 87-94.
Frank AA, Ramos FRM, Machado JS, Souza VV, Vidal AT. Perfil nutricional de idosos freqüentadores da associação recreativa de Copacabana, Rio de Janeiro. Nutr Brasil. 2004; 3(2):85-91.
Al Snih S, Markides KS, Ray L, Ostir GV, Goodwin JS. Handgrip strength and mortality in older Mexican Americans. J Am Geriatr Soc. 2002; 50(7): 1250-6.
Melton JL, Kosla S, Crowson CS, O‘Connor MK, O‘Fallon M, Riggs L. Epidemiology of sarcopenia. J Am Geriatr Soc. 2000; 48(6):625-30.
Coitinho DC, Leão MM, Recine E, Sichieri R. Pesquisa nacional sobre saúde e nutrição: condições nutricionais da população brasileira: adultos e idosos. Brasília: INAN; 1991.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Análise da disponibilidade domiciliar de alimentos e do estado nutricional no Brasil. POF 2002-2003. Rio de Janeiro; 2004. [acesso em 2005 jan 18]. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br>.
Martins IS, Velásquez-Meléndez G, Cervato AM. Estado Nutricional de grupamentos sociais da área metropolitana de São Paulo, Brasil. Cad Saúde Pública. 1999; 15(1):71-8.
World Health Organization. Physical Status: the use and interpretation of anthropometry. Geneva; 1995. Who Technical Report Séries 854.
Chumlea WC, Roche AF, Mukherjee D. Nutritional assessment of the elderly through anthropometry. Ohio: Wright State University School of Medicine; 1987.
World Health Organization. Obesity: Preventing and managing the global epidemic. Geneva; 1998. Report of a WHO Consulation on Obesity.
Perissinotto E, Pisent C, Sergi G, Grigoletto F, Enzi G. Anthropometric measurements in the elderly: Age and gender differences. Br J Nutr. 2002; 87(2):177-86.
Lipschitz DA. Screening for nutritional status in the elderly. Primary Care. 1994; 21(1):55-67.
Stevens J. Impact of age an associations between weight and mortality. Nut Rev. 2000; 58(5): 129-137.
Barreto ML, Carmo EH. Mudanças em padrões de morbi-mortalidade: conceitos e métodos. In: Monteiro CA, organizador. Velhos e novos males da saúde no Brasil: a evolução do país e suas doenças. 2a. ed. São Paulo: Hucitec; 2000. p.17-30.
Escola Nacional de Saúde Pública. Programa de Apoio à Reforma Sanitária. O sistema de vigilância alimentar e nutricional na rede de saúde: manual para implantação. Rio de Janeiro: ENS; 1993.
Lessa I. O adulto brasileiro e as doenças da modernidade. Epidemiologia das doenças crônicas não-transmissíveis. São Paulo: Hucitec Abrasco; 1998.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2023 Thais Carolina BASSLER, Doris Lucia Martini LEI

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.






