O desenho da ferrovia na rota do café

Autores

  • Marialice Pedroso Universidade Estadual de Campinas

Resumo

Na mancha verde da marcha do café, identificamos no mapa a linha caracteristíca da ferrovia e os nós, pontuando cidades por ela servidas. Constituem uma rede não só de transporte e de comércio, mas uma intricada malha de influências e trocas através da qual, mesmo após a inatividade das ferrovias, podemos reconstituir a história do período por meio de suas manifestações mais palpáveis. Isso pode se dar através da arquitetura e urbanização dos espaços vivenciados. Os fatos históricos imprimem na cidade marcas que têm uma sobrevida ao seus personagens. Com isso, vem a possibilidade de um edifício, um bairro, um traçado urbano torna-se o próprio sujeito e não apenas o simples objeto num contexto histórico. Ler, sentir e interpretar essa mensagem é um desafio que as cidades transformadas pela passagem do ciclo cafeeiro propõem ao historiador e ao arquiteto contemporâneos.

Biografia do Autor

Marialice Pedroso, Universidade Estadual de Campinas

Licenciada em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Itajubá - MG, em Letras Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Sorocaba, bacharel em Artes pela UNICAMP; Arquiteta e Urbanista pela FAU/PUC-Campinas; Mestre em História da Arte pelo IFCH - Unicamp; doutorada em História da Cultura pelo IFCH - UNICAMP; Professora de Teoria e História da Arquitetura na FAU-CE NSP, Itu, de História da Arte na FAU-CEUNSP - Itu e FAU Unimep e colaboradora da Revista de História da Arte e Arqueologia da UNICAMP.

Referências

KUHL, B.M. Arquitetura do ferro e arquitetura ferroviária em São Paulo-reflexões sobre a sua preservação. São Paulo, Atelie: FAPESP, c. 1998.

MATOS, O.N. de Café e ferrovias: a evolução ferroviária de S. Paulo e a evolução da cultura cafeeira. São Paulo. Alfa-Omega, 1970.

MIGNOT, C. Archicteture of the 19 Century. Köln, Evergreen, 1994.

PEDROSO, M.F. Arquitetura de fazendas de café de Amparo, Monte Alegre do Sul e Serra Negra. Dissertação de mestrado defendida no IFCH da UNICAMP, Campinas, 1998.

RIBEIRO, V. Subsídios para História da Companhia Mogyana de Estradas de Ferro em seu Primeiro trecho inaugurado em 1875. Trabalho de graduação apresentado no Departamento de História da Faculdade de Ciências e Letras "Plinio Augusto do Amaral", Amparo, 1993.

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Publicado

14-06-2013

Edição

Seção

Artigos de Pesquisa