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<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "http://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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                <journal-title>Revista de Educação PUC-Campinas</journal-title>
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            <issn pub-type="ppub">1519-3993</issn>
            <issn pub-type="epub">2318-0870</issn>
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                <publisher-name>Programa de Pós-Graduação em Educação da Pontifícia Universidade Católica de Campinas</publisher-name>
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            <article-id pub-id-type="doi">10.24220/2318-0870v30a2025e14951</article-id>
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                    <subject>ORIGINAL</subject>
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                <article-title>Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles: o ensino da arte sob as arquibancadas do Sambódromo</article-title>
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                    <trans-title>Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles: the teaching of art under the stands of the Sambódromo</trans-title>
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                <contrib contrib-type="author">
                    <contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0003-4035-5810</contrib-id>
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                        <surname>Araujo</surname>
                        <given-names>Lindomar da Silva</given-names>
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                <label>1</label>
                <institution content-type="orgname">Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro</institution>
                <institution content-type="orgdiv1">Centro de Letras e Artes</institution>
                <institution content-type="orgdiv2">Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas</institution>
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                    <city>Rio de Janeiro</city>
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                <country country="BR">Brasil</country>
                <email>lindomar@edu.unirio.br</email>
                <institution content-type="original">Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Centro de Letras e Artes, Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas. Rio de Janeiro, RJ, Brasil. E-mail: lindomar@edu.unirio.br.</institution>
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            <author-notes>
                <fn fn-type="edited-by">
                    <label>Editora</label>
                    <p>Andreza Barbosa</p>
                </fn>
                <fn fn-type="conflict">
                    <label>Conflito de interesses</label>
                    <p>Não há conflito de interesses.</p>
                </fn>
            </author-notes>
            <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
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                <year>2025</year>
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                <year>2025</year>
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            <volume>30</volume>
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                <license license-type="open-access" xlink:href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" xml:lang="pt">
                    <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (<italic>Open Access</italic>) sob a licença <italic>Creative Commons Attribution</italic>, que permite uso, distribuição e reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original seja corretamente citado.</license-p>
                </license>
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            <abstract>
                <title>Resumo</title>
                <p>O estudo apresenta a unidade de extensão Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles, que funciona no interior das arquibancadas da Passarela do Samba, tratando suas dinâmicas pedagógicas, seu currículo e as políticas públicas. O objetivo é compreender como o ensino da arte se desenvolve ao longo do tempo no Sambódromo, considerando o Núcleo de Arte como instituição promotora de educação pela arte nesse território. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica exploratória, de abordagem qualitativa. Os resultados apontam para a emergência de um campo epistemológico envolvendo o ensino da arte no Sambódromo. Nesse processo, o dispositivo “fio condutor” mostrou-se um elemento estratégico à dinâmica do Núcleo de Arte. E verificou a necessidade de preservar a história das instituições que atuam na Passarela do Samba.</p>
            </abstract>
            <trans-abstract xml:lang="en">
                <title>Abstract</title>
                <p>The study presents the Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles extension unit, which operates inside the stands of Passarela do Samba, dealing with its pedagogical dynamics, its curriculum and public policies. The objective is to understand how art teaching develops over time at the Sambódromo, considering the Núcleo de Arte as an institution promoting art education in this territory. This is an exploratory bibliographical research, with a qualitative approach. The results point to the emergence of an epistemological field involving the teaching of art at the Sambódromo. In this process, the “conducting thread” device proved to be a strategic element in the dynamics of the Núcleo de Arte, and verified the need to preserve the history of the institutions that operate on Passarela do Samba.</p>
            </trans-abstract>
            <kwd-group xml:lang="pt">
                <title>Palavras-chave</title>
                <kwd>Ensino da arte</kwd>
                <kwd>Núcleo de arte</kwd>
                <kwd>Sambódromo</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="en">
                <title>Keywords</title>
                <kwd>Teaching art</kwd>
                <kwd>Núcleo de ar te</kwd>
                <kwd>Sambódromo</kwd>
            </kwd-group>
        </article-meta>
    </front>
    <body>
        <sec sec-type="intro">
            <title>Introdução</title>
            <p>O Sambódromo do Rio de Janeiro tornou-se um monumento icônico no Brasil e no mundo, que ao ser inaugurado gerou novos horizontes à educação carioca. O educador e sociólogo <xref ref-type="bibr" rid="B19">Ribeiro (2012, p. 187)</xref> argumenta que criou “no Rio de Janeiro, esta beleza de coisa que é o Sambódromo. Além de funcionar como um grande estádio para os desfiles de Carnaval, ele é uma imensa escola pública”.</p>
            <p>No interior das arquibancadas desse equipamento cultural situa-se o Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles, uma unidade de extensão educacional de aprendizagem em arte, para estudantes das escolas municipais da cidade do Rio de Janeiro, onde o ensino da arte se desenvolve há décadas. Assim, esse espaço educacional pauta e delimita o lócus desta pesquisa, possibilitando a investigação de um território que articula arte, educação e políticas públicas. Entretanto, vale ressaltar que esta unidade de extensão não apresenta vínculo institucional ou parcerias com o carnaval do Sambódromo e outras atividades culturais realizadas na Praça da Apoteose.</p>
            <p>O estudo realiza um recorte da Tese de Doutorado do autor<sup><xref ref-type="fn" rid="fn02">2</xref></sup>, tendo a sua justificativa assentada na realização dos 40 anos de existência do Sambódromo e nos 25 anos de funcionamento do Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles. Ressalta, sobretudo, a necessidade de visibilizar as unidades escolares que ainda funcionam no interior das arquibancadas da Passarela do Samba e a sua contribuição para os estudos científicos sobre a educação carioca. Em revisão da literatura sobre o tema “memória institucional”, os autores <xref ref-type="bibr" rid="B27">Rueda, Freitas e Valls (2011, p. 82)</xref> observam que ao se “promover a preservação da Memória Institucional as instituições detêm a possibilidade de disseminá-la com a criação do seu próprio lugar de memória”.</p>
            <p>Nesse contexto, algumas indagações são levantadas, a saber: como vem se desenvolvendo o ensino da arte no Sambódromo? Quais referenciais pedagógicos, estéticos e epistemológicos tendem pautar o cotidiano do Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles? Existem perspectivas no horizonte deste território educacional? A partir dessas questões, vislumbro a possibilidade de pensar o Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles como um espaço de acolhimento e troca com as escolas do seu entorno, em diálogo com os seus currículos.</p>
            <p>O objetivo central deste artigo é compreender como vem se desenvolvendo o ensino da arte no Sambódromo, considerando o Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles como a principal instituição promotora de educação pela arte no território. E, nesse sentido, emerge a necessidade de realizar um panorama histórico do Programa Núcleo de Arte e resgatar o Centro de Artes que existiu antes da implantação do Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles.</p>
        </sec>
        <sec sec-type="methods">
            <title>Procedimentos Metodológicos</title>
            <p>O resgate histórico e memorial das instituições que demarcam o espaço educacional no Sambódromo exigiu um estudo de perspectiva histórica e documental, para refletir e analisar o lugar, a sua dinâmica e as práticas pedagógicas desenvolvidas ao longo do tempo. Em concordância com <xref ref-type="bibr" rid="B10">Godoy (1995, p. 21)</xref>, “a pesquisa documental representa uma forma que pode se revestir de um caráter inovador, trazendo contribuições importantes no estudo de alguns temas”.</p>
            <p>Este artigo apresenta uma pesquisa bibliográfica, de característica histórica e com uma abordagem de natureza qualitativa (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Minayo, 1992</xref>). No percurso, se utilizam dados, registros e documentos de fontes primárias e secundárias, quando se acessam os arquivos provenientes do processo de investigação da Tese de Doutorado do autor (<xref ref-type="bibr" rid="B01">Araujo, 2024</xref>).</p>
        </sec>
        <sec>
            <title>O Ensino da Arte na Passarela do Samba</title>
            <p>Inicialmente, nota-se a necessidade de apresentar a Passarela do Samba Professor Darcy Ribeiro e o seu Complexo de Escolas Municipais Avenida dos Desfiles (CEMADE), por se localizar nesse território o objeto de estudo deste artigo, o espaço escolar a ser investigado, assim, um modo de demarcar e evidenciar o campo de análise desta pesquisa.</p>
            <sec>
                <title>O Sambódromo e o seu complexo de escolas municipais</title>
                <p>Ao ser inaugurado, em 1984, o Sambódromo se destaca de modo icônico, revelando uma avenida larga e livre, com arquibancadas grandiosas, iluminação intensa e um imponente arco na Praça da Apoteose. Nesta estrutura monumental podemos apreciar azulejos de Athos Bulcão e um painel de Marianne Peretti, que valorizam o prédio do Museu do Carnaval. A Passarela do Samba Professor Darcy Ribeiro é mais conhecida como Sambódromo do Rio de Janeiro.</p>
                <p>Muitas expectativas educacionais emergiram com a possibilidade de funcionamento de salas de aula nas arquibancadas e camarotes do Sambódromo. Essa iniciativa governamental gerou um complexo educacional amplo e singular, tal como descreve o educador <xref ref-type="bibr" rid="B18">Ribeiro (1986, p. 93)</xref>:</p>
                <disp-quote>
                    <p>[...] graças ao talento de Niemeyer para enfrentar desafios, um complexo educacional integrado por um conjunto de 160 salas de aula e 43 salas administrativas. Neste espaço funcionam atividades pré-escolares para crianças de 3 a 6 anos, um CIEP de 1º Grau completo (de CA à 8ª série), uma Escola Estadual de 2º Grau, uma Escola Normal, um Centro de Artes, uma Escola de Ensino Supletivo, um Centro de Estudos Supletivos e, no período noturno, aulas de recuperação educativa para jovens de 14 a 20 anos (Programa de Educação Juvenil). Para uso dos alunos, um dos blocos possui uma quadra de esportes polivalente e uma biblioteca.</p>
                </disp-quote>
                <p>O Programa Especial de Educação, do governo estadual de Leonel Brizola, do Partido Democrático Trabalhista (PDT), que já vinha implantando os Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs) – em diferentes partes da cidade, devido à aliança política entre o estado e a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, viabilizou a criação do CEMADE<sup><xref ref-type="fn" rid="fn03">3</xref></sup>.</p>
                <p>Naquele período, o CEMADE representava a aliança política entre os poderes estaduais e municipais e foi intensificada quando o governador Leonel Brizola instituiu a Comissão Coordenadora da Educação, composta “pelas Secretárias de Educação do Estado e do Município do Rio de Janeiro, pelo Reitor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pelo vice-governador, sob a presidência deste último” (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Ribeiro, 2018, p. 49</xref>).</p>
                <p>Para a professora Liliane Mundim, que coordenou as atividades integradas no CEMADE, o Sambódromo apresentava-se como um movimento pedagógico autônomo e avançado. Ela lembra que:</p>
                <disp-quote>
                    <p>[...] ao ingressar numa das escolas regulares do Complexo, o estudante tinha a possibilidade de seguir toda a sua educação básica naquele espaço, desta forma, o estudante podia entrar na pré-escola e estudar até o antigo segundo grau. Havia, inclusive, a oferta obrigatória de atividades integradas de Arte, Esporte e Lazer, como componentes formais da matriz curricular, diversificando assim o quadro de horário de cada ano escolar. Logo, nesses espaços para atividades integradas, cada turma das escolas regulares do CEMADE, em seu horário de aula na ‘grade’, era encaminhada ao Centro de Artes da Avenida dos Desfiles</p>
                    <attrib>(<xref ref-type="bibr" rid="B01">Araujo, 2024, p. 35</xref>).</attrib>
                </disp-quote>
                <p>Com as transições de governos e implementações de novas e diferentes políticas públicas, alguns projetos foram extintos e escolas transferidas para outros espaços, permanecendo apenas escolas da rede municipal de ensino. Assim, se reduziu o complexo a cinco unidades escolares situadas no interior das arquibancadas dos setores 12 e 13, na Praça da Apoteose.</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>Centro de Artes do Complexo de Escolas Municipais da Avenida dos Desfiles</title>
                <p>O espaço Centro de Artes foi criado pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (SMERJ), visando atender aos(às) estudantes das escolas do CEMADE. Essa unidade de ensino e aprendizagem em arte funcionou até o ano de 1998, quando foi transformado no Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles.</p>
                <p>Logo após a inauguração do Sambódromo, em fevereiro de 1984, iniciaram gradativamente as atividades no complexo escolar. Nos estudos de <xref ref-type="bibr" rid="B01">Araujo (2024)</xref>, a diretora adjunta do Centro de Artes comenta que:</p>
                <disp-quote>
                    <p>O Centro de Artes começou em 1986, de forma bem incipiente, pois a passarela havia acabado de ser inaugurada, então aos poucos iam se instalando as unidades escolares. As escolas mais próximas aos poucos mandavam turmas de 5ª a 8ª série para serem abrigadas naquele espaço. [...] O atendimento aos alunos, inicialmente, era intenso, atendendo a todas as turmas da passarela</p>
                    <attrib>(<xref ref-type="bibr" rid="B01">Araujo, 2024, p. 38</xref>).</attrib>
                </disp-quote>
                <p>Ao ser implantado, o Centro de Artes situava-se no antigo setor 04 e, posteriormente, foi transferido para o setor 09. Em relatório documental (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Guerra, 1998, p. 1</xref>), consta que esta unidade escolar “[...] era um espaço destinado à criação e à re/criação de propostas pedagógicas, com base no trabalho de Arte/Educação”. E esclarece que disponibilizava salas de aula ambientadas para cada linguagem artística e materiais específicos às atividades artístico-pedagógicas.</p>
                <p>Os(as) estudantes do CEMADE eram atendidos pelo Centro de Artes dentro do horário regular de cada escola, na “grade”, uma dinâmica que permaneceu da sua inauguração até o ano de 1994. Inicialmente, atendia ao segundo segmento do ensino fundamental e, com o tempo, estendeu-se o atendimento ao primeiro segmento, inclusive com oferta de oficinas à comunidade.</p>
                <p>A professora de teatro que trabalhou desde a inauguração do Centro de Artes, passou pela transição para o Núcleo de Arte e se aposentou naquele espaço, fez a seguinte colocação:</p>
                <disp-quote>
                    <p>[...] lá tínhamos salas ambiente e isso era muito bacana para se trabalhar; e também tínhamos o suporte das outras linguagens, ou melhor, o reconhecimento da sua linguagem artística, pois isso faz muita diferença [...] Dentro do Centro de Artes as linguagens artísticas eram tidas como área do conhecimento e a gente trabalhava com os nossos pares, fazendo projetos juntos, havendo uma culminância, onde a gente finalizava o trabalho e quase sempre a culminância envolvia todas as linguagens artísticas</p>
                    <attrib>(<xref ref-type="bibr" rid="B01">Araujo, 2024, p. 40</xref>).</attrib>
                </disp-quote>
                <p>É possível perceber que nesse espaço se trabalhava por processos interdisciplinares<sup><xref ref-type="fn" rid="fn04">4</xref></sup> (<xref ref-type="bibr" rid="B07">Fazenda, 1998</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B08">2013</xref>) e práticas colaborativas. Para <xref ref-type="bibr" rid="B08">Fazenda (2013)</xref>, o movimento do fazer interdisciplinar tende a diluir a insegurança e solidão docente, pelo diálogo, troca e aceitação do outro. E acrescenta que: “O que caracteriza a atitude interdisciplinar é a ousadia da busca, da pesquisa: é a transformação da insegurança num exercício do pensar, num construir” (<xref ref-type="bibr" rid="B08">Fazenda, 2013, p. 21</xref>).</p>
                <p>Nesta instituição havia os Centros de Estudos semanais, que colaboravam para a integração e a troca de saberes e fazeres entre os(as) professores(as). Essa dinâmica pedagógica permanece até hoje, de forma obrigatória, nas unidades de extensão educacional. Na visão de <xref ref-type="bibr" rid="B29">Silva (2008, p. 51)</xref>, os Centros de Estudos “são momentos em que o corpo docente de uma determinada escola se reúne no coletivo, para discutir e analisar a prática pedagógica da escola”. Até a década de 1990, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B29">Silva (2008)</xref>, os Centros de Estudos eram momentos pontuais, como os conselhos de classe e os planejamentos pedagógicos. “No final do ano de 1986, a Secretaria, através do Ofício nº 938, sugere, que a carga horária de duas horas semanais fosse utilizada na realização de reuniões por série, passando a exigir, assim, a permanência do professor na instituição escolar nos momentos destinados às reuniões pedagógicas” (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Silva, 2008, p. 52</xref>).</p>
                <p>No entanto, a Portaria E/EDGE Nº 17/1990 estabelece os Centros de Estudos de forma mais específica, apontando diretrizes de trabalho. E, a Lei nº 9394, de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em 1996, atribui maior relevância a esses encontros, sugerindo, sobretudo, a formação continuada de professores(as) em serviço. Atualmente, os Centros de Estudos são realizados em todas as unidades escolares da Prefeitura do Rio de Janeiro, com a atuação de toda a equipe pedagógica.</p>
                <p>Em relação às práticas docentes no Centro de Artes, costumava-se trabalhar por projeto coletivo, prevalecendo a autonomia e liberdade pedagógica de cada profissional. Nessa direção, <xref ref-type="bibr" rid="B01">Araujo (2024)</xref> acena para uma parceria pedagógica entre as professoras de Artes Visuais, em 1992, quando realizaram o projeto “O ser e a arte”, composto por alunos e alunas com deficiência. Os(as) estudantes trabalharam com materiais secos de uma horta que existia naquele espaço, criando uma instalação artística. Esse projeto foi uma parceria entre o Centro de Artes e o Instituto Helena Antipoff, em articulação com a SMERJ. Uma ação que aponta integração entre docentes e instituições públicas.</p>
                <p>A necessidade de desmontar a unidade escolar para o carnaval impossibilitava que as exposições artísticas fossem permanentes. Assim, a entrega/devolução do espaço à Riotur em dezembro, para realização do carnaval, vem sendo uma problemática para as escolas municipais do Sambódromo. Na perspectiva de <xref ref-type="bibr" rid="B06">Coelho (2009)</xref>, existia anualmente o transtorno em deslocar móveis e materiais para depósitos externos; e argumenta, ainda, que a “deslocação anual do mobiliário escolar para os depósitos também causava inúmeros danos às peças” (<xref ref-type="bibr" rid="B06">Coelho, 2009, p. 62</xref>).</p>
                <p>Apesar dos desafios do espaço, o Centro de Artes assumiu protagonismo em formações continuadas em Arte-Educação para os profissionais das demais escolas do CEMADE. Vale ressaltar que “em 1986, [...] o Centro de Artes Avenida dos Desfiles se transformou em local de treinamento e reciclagem para professores da Rede Pública do RJ” (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Guerra, 1998, p. 1</xref>). Esse espaço de ensino-aprendizagem em arte se destacou como uma célula importante no corpo do CEMADE, por dinamizar a arte e a cultura, redimensionando os processos pedagógicos das unidades situadas no interior das arquibancadas e, sobretudo, por atender especificamente aos(às) estudantes de todo o complexo escolar.</p>
                <p>Em 1995, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro recebeu dos profissionais que atuavam no Centro de Artes um documento enumerando suas práticas e relevantes contribuições à comunidade, devido ao comunicado de reestruturação da SMERJ, apontando a possibilidade de extinção daquele Centro de Artes.</p>
                <p>As considerações desses profissionais são apresentadas por <xref ref-type="bibr" rid="B01">Araujo (2024)</xref>, como estão descritas no documento (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Rio de Janeiro, 1995, p. 2</xref>):</p>
                <disp-quote>
                    <p>- Os professores do Centro de Artes do CEMADE participaram da implementação dos CIEPs da passarela em 1984</p>
                </disp-quote>
                <disp-quote>
                    <p>- Os professores realizaram treinamento em Arte-Educação para outros professores (CA – Pré-Escolar - 5ª à 8ª – Projeto Juvenil-84/85/86)</p>
                </disp-quote>
                <disp-quote>
                    <p>- O Centro de Artes deve ser o fio condutor das Artes com o núcleo comum</p>
                </disp-quote>
                <disp-quote>
                    <p>- O Centro de Artes trabalha as diferentes linguagens artísticas (artes cênicas, artes plásticas, música, dança e palavra)</p>
                </disp-quote>
                <disp-quote>
                    <p>- O Centro de Artes atende as escolas da Rede Municipal</p>
                </disp-quote>
                <disp-quote>
                    <p>- O Centro de Artes ampliou o espaço da dança na educação</p>
                </disp-quote>
                <disp-quote>
                    <p>- O Centro de Artes possui um espaço onde o trabalho se desenvolve em salas-ambiente específicas para as diferentes linguagens artísticas com material específico para as artes, tais como: violões, forno para cerâmica, camarim com vasto acervo, organizados pelos professores.</p>
                </disp-quote>
                <disp-quote>
                    <p>O Centro de Artes tem demonstrado ser Pólo gerador de profissionais em Arte-Educação, que saem do mesmo para ocupar cargos de destaque na SME e em outras instituições, levando novas experiências, enriquecendo assim, seu trabalho – (reciclagem)</p>
                </disp-quote>
                <disp-quote>
                    <p>O Centro de Artes tem trabalhado a nível de intercâmbio escola-universidade, recebendo estagiários da UNI-RIO e de cursos de Formação de Professores.</p>
                </disp-quote>
                <disp-quote>
                    <p>- O Centro de Artes é um espaço aberto a artistas e pessoas interessadas em Arte que fazem uso da “Sala de Exposição”. Através das oficinas, os alunos participam de Mostra de Dança e Festivais de Música. Aos sábados, há cursos para a comunidade.</p>
                </disp-quote>
                <disp-quote>
                    <p>- O Centro de Artes tem sido um espaço aberto a pais e profissionais de Ensino.</p>
                </disp-quote>
                <disp-quote>
                    <p>- O Centro de Artes junto com o grupo de Animadores Culturais, viabilizou a criação oficial da Escola de Samba Mirim Unidos do CIEP.</p>
                </disp-quote>
                <p>O Centro de Artes não apareceu na nova composição do CEMADE, no projeto de Lei nº 2.619/1998, indicando a implementação de outras unidades para atuarem no contraturno escolar dos alunos, partindo de algumas experiências exitosas, como os Núcleos de Arte e Clubes Escolares. Mesmo com o protesto e indignação dos profissionais, a lei foi aprovada e sancionada, sendo o Centro de Artes substituído pela unidade de extensão educacional Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles.</p>
                <p>A extinção do projeto Centro de Artes, foi uma mudança na política pública, refletindo decisões verticais, pois não se apresentou consulta prévia à comunidade ou debate com os sujeitos atuantes no chão da escola. Esse processo vem apagando a identidade institucional do lugar, que foi construída pela coletividade, considerando suas histórias, memórias e valores individuais e coletivos de cada momento.</p>
                <p>A passagem do Centro de Artes para o Núcleo de Arte aconteceu sob tensões, exigindo diálogos e flexibilidade às mudanças. O ex-coordenador de Projetos e Programas no Nível Central, José Henrique de Freitas Azevedo, presenciou reuniões difíceis com a equipe de professores(as) do Centro de Artes. Ele contou que a resistência se manteve, mesmo demonstrando a intenção de manter toda a equipe e a dinâmica artístico-pedagógica.</p>
                <p>A professora de teatro, que atuava na época da transição, fez o seguinte comentário:</p>
                <disp-quote>
                    <p>Na minha opinião, desde a época em que houve a mudança, por mim teria ficado Centro de Artes e não Núcleo de Arte. A maioria dos professores não queria essa mudança de jeito nenhum. Eu penso que Arte tem que estar na grade. Eu achava que era uma forma muito legal, porque era um “obrigatório” em que o aluno escolhia por afinidade. Mas eles estavam ali e adoravam sair da escola e ir fazer a aula de Arte. Isso tinha para eles um significado, a escolha, o fazer [...] E quando foi para mudar, a gente se reuniu e lutou para que não mudasse</p>
                    <attrib>(<xref ref-type="bibr" rid="B01">Araujo, 2024, p. 71</xref>).</attrib>
                </disp-quote>
                <p>No momento de transição, quando o Centro de Artes se torna Núcleo de Arte, que estaria submetido a processos administrativos diferentes, o cenário se forma sob incertezas, apresentando um possível apagamento ou silenciamento da “memória coletiva” (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Halbwachs, 1990</xref>) construída ao longo do tempo. É possível que o sentimento de perda dessas memórias tenha gerado o processo de resistência e luta dos(as) docentes. Segundo o pesquisador <xref ref-type="bibr" rid="B16">Pollak (1989, p. 4)</xref>, as “memórias subterrâneas [...] afloram em momentos de crise em sobressaltos bruscos e exacerbados”.</p>
                <p>Logo, no espaço onde funcionava o Centro de Artes do CEMADE, num movimento de transição tensionado, apreensivo, passou a existir e funcionar a unidade de extensão educacional Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles.</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>Programa Núcleo de Arte</title>
                <p>O Programa Núcleo de Arte (NA) é uma unidade de extensão educacional de aprendizagem em arte, de caráter eletivo, que oferece oficinas em diferentes linguagens artísticas, como: Artes Visuais, Dança, Literatura, Música, Teatro e Multimídia. Os(as) estudantes das escolas municipais da cidade do Rio de Janeiro podem frequentar as oficinas no horário de contraturno da sua escola regular obrigatória.</p>
                <p>Nessas unidades, cada educando(a) tem a possibilidade de eleger até três oficinas de estudo, podendo ampliar suas opções, caso haja vaga. As aulas acontecem de segunda a sexta-feira e o Centro de Estudo, para toda a equipe pedagógica, acontece pela manhã de sexta-feira em todas as unidades do Programa.</p>
                <p>O projeto-piloto do Programa Núcleo de Arte, idealizado por Carlos Silveira dos Santos, datado de 1992, com oficinas que aconteciam na escola municipal Professora Dídia Machado Fortes, no bairro da Barra da Tijuca (RJ), no governo do Prefeito Marcello Alencar (<xref ref-type="bibr" rid="B01">Araujo, 2024</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Wilner, 2009</xref>). Segundo o ex-coordenador de Projetos e Programas no Nível Central, José Henrique de Freitas Azevedo, as atividades artísticas na escola municipal Professora Dídia Machado Fortes transcorreram até 1995 e, no ano de 1996, foram transferidas para o NA Professor Albert Einstein, situado no condomínio Novo Leblon, na Barra da Tijuca.</p>
                <p>Em 1994, novas unidades de extensão foram criadas, como o NA Professor Souza da Silveira, em Piedade, e o NA Centro Psiquiátrico Pedro II, no Engenho de Dentro. Cabe ressaltar que a instalação do NA Pedro II inicialmente foi num pavilhão vazio/desativado do Centro Psiquiátrico Pedro II e funciona atualmente na Escola Municipal Orosimbo, com a denominação NA Nise da Silveira<sup><xref ref-type="fn" rid="fn05">5</xref></sup>.</p>
                <p>A partir de uma reestruturação na administração da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, em 1995, o Programa Núcleo de Arte integra-se ao E/DGED/DEF – PLA (Projeto Linguagens Artísticas)<sup><xref ref-type="fn" rid="fn06">6</xref></sup>, que assumiu a gerência de todos os projetos artísticos e culturais existentes na rede municipal. Com isso, intensificam-se os processos de “formação continuada para os professores, discussões metodológicas sobre o ensino de arte, organização de seminários e palestras, manutenção dos projetos culturais para os alunos” (<xref ref-type="bibr" rid="B32">Wilner, 2011, p. 2</xref>).</p>
                <p>A criação progressiva de novas unidades de extensão e a reorganização administrativa e pedagógica provocaram a elaboração de um documento com perspectivas teórico-conceituais, visando embasar as práticas pedagógicas e as ações administrativas dos Núcleos de Arte. Então, a elaboração dos “Documentos Pedagógicos” (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Rio de Janeiro, 2007</xref>), supervisionada por Carlos Silveira e com a colaboração de vários(as) professores(as), teve o lançamento somente em 2007.</p>
                <p>Ao longo do tempo, novas unidades de extensão educacional foram inauguradas, com a ampliação do ensino da arte no contraturno escolar da rede municipal de ensino da cidade do Rio de Janeiro. Na <xref ref-type="fig" rid="f01">Figura 1</xref>, é possível observar um quadro com os momentos de criação e extinção dos Núcleos de Arte.</p>
                <fig id="f01">
                    <label>Figura 1</label>
                    <caption>
                        <title>Funcionamento dos Núcleos de Arte.</title>
                    </caption>
                    <graphic xlink:href="2318-0870-edpuc-30-e14951-gf01.jpg"/>
                    <attrib>Fonte: <xref ref-type="bibr" rid="B01">Araujo (2024, p. 54)</xref>.</attrib>
                </fig>
                <p>A criação das unidades de extensão educacional foi legitimada em 1998, no momento de reestruturações administrativa e pedagógica da SMERJ, através de lei municipal (<xref ref-type="bibr" rid="B22">Rio de Janeiro, 1998</xref>), implantando quatorze Núcleos de Arte, quatorze Clubes Escolares e vinte e quatro Polos de Educação pelo Trabalho, fortalecendo a política de extensividade no contraturno escolar. Esse processo legal foi resultado também do movimento político dos profissionais atuantes nessas unidades.</p>
                <p>Os(as) professores(as) atuantes nas funções de chefia das unidades de extensão obtiveram uma recente conquista, a partir de solicitações antigas, tendo as suas funções de chefia alteradas para Diretor Adjunto e Coordenador Pedagógico. Um dos benefícios legítimos foi o direito à aposentadoria especial por tempo de regência. A publicação (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Rio de Janeiro, 2022</xref>) que alterou a estrutura organizacional da SMERJ também gerou outras “[...] mudanças significativas nas Unidades de Extensão Educacional e no caso do Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles, a designação que era nº 01.02.504.1 passa para nº 01.02.701. A retirada do ‘ponto um’ (.1) do final, demonstra maior autonomia administrativa para a unidade” (<xref ref-type="bibr" rid="B01">Araujo, 2024, p. 54</xref>).</p>
                <p>Foram muitos os desafios e as conquistas, desde as primeiras unidades do Núcleo de Arte, em suas diferentes dimensões, sobretudo em seu currículo praticado. Nesta perspectiva, podemos olhar para as abordagens pedagógicas, utilizadas desde o início do programa, que vêm se diversificando ao longo do tempo. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B31">Wilner (2008, p. 2)</xref>, sobre a metodologia, inicialmente, existia “uma ênfase na expressão e no ensino de técnicas artísticas, ainda desvinculada da contextualização histórica, estética, cultural, principalmente nas faixas etárias menores”.</p>
                <p>Com o surgimento do PLA (Projeto Linguagens Artísticas), em 1995, todo o Programa passa a rever suas diretrizes e estruturas conceituais, com intensos debates e construção de currículos, envolvendo professores(as) e gestores(as) das unidades de extensão. Desse movimento, surgiu a perspectiva de ensino por “módulos de aprendizagem”, que organizava as oficinas como: Módulo Básico e Módulo de Continuidade. “A própria natureza do trabalho com Arte permitiu, ainda, a criação de um módulo eventual chamado de Prática de Montagem, que reúne várias linguagens” (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Rio de Janeiro, 2007, p. 8</xref>).</p>
                <p>No cotidiano, observou que a organização por módulos se aproximava da estrutura curricular utilizada na escola regular obrigatória (seriada). No entanto, o estudo nos Núcleos de Arte se apresentava para o(a) estudante de forma eletiva, gerando em muitos momentos a descontinuidade do processo de aprendizagem.</p>
                <p>“Em 1999, foi oficialmente implantado o sistema dos módulos, e ao final do primeiro semestre os professores avaliaram a aplicação do conceito-chave e as contradições no trabalho” (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Wilner, 2009, p. 54</xref>). Nesse impasse, houve um maior aprofundamento na Abordagem Triangular, de <xref ref-type="bibr" rid="B03">Barbosa (1999)</xref>, por discussões, análises e práticas <italic>in lócus</italic>, possibilitando apresentá-la como proposta de ensino em arte para toda a rede de educação municipal (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Rio de Janeiro, 1996</xref>).</p>
                <p>A proposta de Jurema Holperin, que foi coordenadora dos Núcleos de Arte no Nível Central, de implementar o dispositivo pedagógico “Fio Condutor”, como eixo reflexivo, possibilitou que os processos e produções artísticas tivessem em constante diálogo. Assim, as abordagens pedagógicas poderiam transitar pelos diferentes níveis de conhecimentos dos(as) estudantes, com pontos de ancoragem e maior integração das linguagens.</p>
                <p>Ao olhar para as Orientações Técnico-Pedagógicos (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Rio de Janeiro, 2019</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B26">2023</xref>) e pesquisas na área (<xref ref-type="bibr" rid="B01">Araujo, 2024</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B28">Sá, 2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B30">Wilner, 2009</xref>), nota-se que as orientações da Multieducação (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Rio de Janeiro, 1996</xref>); os Parâmetros Curriculares Nacionais (<xref ref-type="bibr" rid="B05">Brasil, 1997</xref>) e as concepções teóricas do ensino da arte (<xref ref-type="bibr" rid="B04">Barbosa, 2002</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B02">Barbosa; Tavares, 2005</xref>) formam uma trama de epistemologias educacionais, que lastreiam o currículo e as práticas dos Núcleos de Arte.</p>
                <p>O Programa Núcleo de Arte, há décadas, insiste em ousar e experimentar modos diferentes de ensinar e aprender arte. E, durante a sua trajetória, vem acumulando histórias e memórias que espelham o anseio de transformação de mundos pelas linguagens da arte.</p>
            </sec>
            <sec>
                <title>Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles: estrutura e dinâmicas</title>
                <p>O Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles é uma das 17 unidades do programa de extensão educacional da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, composto por Núcleos de Arte (09), Clubes Escolares (07) e o Polo de Educação pelo Trabalho (01). Este Núcleo de Arte é vinculado à 1ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) e está situado na Praça da Apoteose, no interior da arquibancada setor 12 do Sambódromo. Atualmente, nesta localidade funcionam mais quatro escolas, além desta unidade de extensão. Até o ano de 2011, ele funcionava no setor 09 da Passarela do Samba Professor Darcy Ribeiro.</p>
                <p>Quando o Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles foi criado, ainda no setor 09, mudou a dinâmica pedagógica que existia no anterior projeto de artes, com a implementação de formações docentes integradas e o atendimento a estudantes de todas as escolas municipais (externos ao Sambódromo). Cabe ressaltar que este novo movimento passou a provocar o problema de flutuação/evasão<sup><xref ref-type="fn" rid="fn07">7</xref></sup>, alterando o fluxo de matrículas.</p>
                <p>No projeto anterior, os(as) alunos(as) eram atendidos(as) durante o horário de aula, na “grade”, e no Núcleo de Arte o atendimento é de forma eletiva, no contraturno escolar. Assim, o(a) estudante participa da aula que quiser e quando quiser, “provocando certa descontinuidade do processo de ensino, que em parte passou a afetar a qualidade do trabalho pedagógico” (<xref ref-type="bibr" rid="B01">Araujo, 2024, p. 72</xref>).</p>
                <p>O Centro de Estudo acontece todas as sextas-feiras, de modo a assegurar que a equipe pedagógica, professores(as) e gestão, tenha momentos de diálogo, estudo, planejamento e, sobretudo, formações docentes.</p>
                <p>Este lugar, que colabora para a valorização desses profissionais, pode potencializar o trabalho intelectual e fortalecer a luta dos(as) docentes contra as ideologias dominantes, que ainda são firmadas na estrutura educacional. Nessa perspectiva, <xref ref-type="bibr" rid="B09">Giroux (1997, p. 161)</xref> argumenta que: “Encarar os professores como intelectuais também fornece uma vigorosa crítica teórica das ideologias tecnocráticas e instrumentais subjacentes à teoria educacional que separa a conceitualização, planejamento e organização curricular dos processos de implementação e execução”.</p>
                <p>A professora Liliane Mundim, que atuou na primeira gestão do Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles<sup><xref ref-type="fn" rid="fn08">8</xref></sup>, buscava investir em processos formativos para a valorização dos profissionais desta unidade de extensão. Ela implementou diferentes ações nesta perspectiva, quando ocupava a função de chefia no Núcleo de Arte e, também, ao ser coordenadora da disciplina Artes Cênicas no nível central.</p>
                <p>Até hoje, os(as) professores(as) contam com os Centros de Estudos semanais, que possibilitam a própria unidade gerenciar formações docentes em serviço, sendo que a partir de 2012 a rede de ensino municipal passou a contar com a Escola de Formação do Professor Carioca Paulo Freire – E/EPF<sup><xref ref-type="fn" rid="fn09">9</xref></sup>, que trabalha nessa direção.</p>
                <p>A formação docente é uma constante no cotidiano de gestores(as) que vêm atuando no Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles, tornando-se um elemento potente do currículo. Nesse sentido, é importante o registro das direções que se inscrevem no hall das lideranças desta unidade de extensão, como é possível observar na <xref ref-type="fig" rid="f02">Figura 2</xref><sup><xref ref-type="fn" rid="fn10">10</xref></sup>.</p>
                <fig id="f02">
                    <label>Figura 2</label>
                    <caption>
                        <title>Ordem cronológica das Chefias/Direções.</title>
                    </caption>
                    <graphic xlink:href="2318-0870-edpuc-30-e14951-gf02.jpg"/>
                    <attrib>Fonte: <xref ref-type="bibr" rid="B01">Araujo (2024, p. 77)</xref>.</attrib>
                </fig>
                <p>Nesta unidade de extensão, as gestões vêm trabalhando com os aspectos favoráveis à dinâmica de um cotidiano escolar, tais como: professores(as) formados(as) e qualificados(as) em suas áreas de conhecimento; currículos autônomos; salas ambientes adequadas ao desenvolvimento das artes; número reduzido de estudantes por turma; oportunidades para troca de experiências em eventos etc.</p>
                <p>O currículo desenvolvido no Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles vem seguindo, ao longo do tempo, as diretrizes curriculares sugeridas pela Secretaria Municipal de Educação (SMERJ), que apresenta uma construção coletiva, onde os profissionais de diferentes unidades e setores opinam e sugerem. Nesse movimento coletivo, encontra-se como referência central o documento Multieducação – Núcleo Curricular Básico (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Rio de Janeiro, 1996</xref>), que apresenta ampla participação dos(as) professores(as) da rede pública municipal. E o processo avança ao considerar a comunidade escolar e a realidade dos(das) estudantes.</p>
                <p>O currículo a ser trabalhado na escola carioca, segundo a Multieducação (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Rio de Janeiro, 1996</xref>), precisa se preocupar em “trabalhar com o local e com o universal, tornando esta escola verdadeiramente democrática porque parte da cultura do aluno para inseri-lo na cultura mais ampla” (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Rio de Janeiro, 1996, p. 107</xref>).</p>
                <p>O Núcleo de Arte do Sambódromo vem trabalhando o seu currículo aliando as propostas sugeridas pela SMERJ, em articulação com as temáticas ou fios condutores elaborados pelo próprio corpo docente, considerando sobretudo a história e as dinâmicas da sua comunidade. Nessa direção, temas como Arte Contemporânea, Arte Moderna, Arte Brasileira, Arte Popular, Arte da África, Arte nas Américas e Arte no Rio de Janeiro foram desenvolvidos por sugestão do Nível Central. Então, a partir dessas propostas, emergiram temáticas locais, em articulação com o bairro, a Passarela do Samba, a Pequena África, o carnaval etc.</p>
                <p>É uma característica do Núcleo de Arte investir na formação de plateia e na experiência estética dos(das) estudantes, com ida a espetáculos, museus e exposições. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B01">Araujo (2024)</xref>, que entrevistou ex-alunos do Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles, atualmente esse movimento formativo encontra-se menos frequente. Uma das estudantes entrevistadas enfatizou a importância das aulas-passeio, fazendo menção à ida ao Teatro Carlos Gomes (RJ), para assistir à ópera “O Guarani”, de Carlos Gomes: “Foi muito importante para nós que moramos nesta região, principalmente para as meninas que moravam aqui no morro, fazer um curso de ópera e assistir ópera, foi uma grande oportunidade” (<xref ref-type="bibr" rid="B01">Araujo, 2024, p. 75</xref>).</p>
                <p>Existem, também, desafios que afetam o Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles e as outras unidades de extensão educacional, como descreve <xref ref-type="bibr" rid="B31">Wilner (2008, p. 5)</xref>:</p>
                <disp-quote>
                    <p>[...] os Núcleos de Arte lidam com problemas próprios, como a flutuação dos alunos, devido ao caráter optativo, comprometendo a qualidade do trabalho que requer continuidade, dedicação e frequência regular. Outro problema diz respeito às dificuldades de circulação de crianças e jovens na cidade, principalmente devido ao quadro de violência. Os jovens de camadas populares têm sua movimentação restrita a territórios codificados pela dominação das quadrilhas do narcotráfico, e sofrem estigma principalmente através de abordagens policiais. Tais características dos conflitos sociais no Rio de Janeiro afetam o alcance da pluriescolaridade das unidades de extensão educacional, que ficam restritas basicamente ao atendimento dos alunos da escola que as sediam e de poucas unidades mais próximas.</p>
                </disp-quote>
                <p>Ao considerar as quatro escolas de ensino fundamental<sup><xref ref-type="fn" rid="fn11">11</xref></sup> mais próximas ao Sambódromo, com maior número de alunos atendidos pelo Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles, três delas passaram do horário parcial para o integral, inviabilizando que esta unidade de extensão formasse turmas de manhã e no primeiro horário da tarde.</p>
                <p>Além do impacto referente à implementação do horário integral em toda a rede de ensino, este Núcleo de Arte enfrenta a problemática de se localizar no complexo de escolas do Sambódromo, que hoje compreende um espaço reduzido da Passarela do Samba. Antes, as escolas regulares de ensino fundamental e médio ocupavam todos os setores da Avenida, com um grande público estudantil a ser atendido pela unidade de extensão dentro do próprio aparelho cultural. Atualmente, a maioria dos(as) estudantes matriculados nas unidades do complexo de escolas pertencem a Educação Infantil ou a Creche.</p>
                <p>Os(as) estudantes do EJA Diurno – Educação de Jovens e Adultos – apresentam pouco interesse em participar das oficinas. Em análise quantitativa, <xref ref-type="bibr" rid="B01">Araujo (2024, p. 176)</xref> notou uma baixa participação desses(as) estudantes nas oficinas do Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles. Arrisco pensar que o problema seja a questão da faixa etária, quando o Núcleo de Arte tem a maioria das turmas compostas por crianças e pré-adolescentes, tornando-se pouco atrativas a esse público de jovens e adultos.</p>
                <p>O cenário atual apresenta desafios a serem superados e impulsiona a equipe do Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles a dinamizar processos inovadores, como a montagem de espetáculos temáticos, utilizando em cena as múltiplas linguagens artísticas, que podem, sobretudo, estimular os(as) estudantes. Durante o ano são implementados projetos pedagógicos que dialogam com outras unidades, como ações integradas com a Creche Municipal Ana Maria da Cruz Silva e o Ciep 504 Avenida dos Desfiles/EJA.</p>
                <p>Existem, ainda, o investimento em formações de professores(as) centradas na escola (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Nóvoa, 2019</xref>), o convite de artistas a se apresentarem no próprio espaço escolar e ações em que os(as) estudantes se apresentam nos espaços das escolas parceiras. No entanto, as divulgações itinerantes pelas unidades próximas, fora do complexo de escolas do Sambódromo, são estratégias contínuas e de grande impacto para superar o fenômeno da evasão/flutuação de estudantes, que afeta este e os demais Núcleos de Arte.</p>
                <p>O momento de intensa divulgação das oficinas, que se realiza por itinerância nas escolas do entorno, acontece no início do ano letivo. Nesse período, as salas de aula da unidade continuam cedidas à Riotur para a festividade do carnaval, perdurando até a desmontagem desse evento, quando elas são devolvidas e serão preparadas para receber os(as) estudantes.</p>
                <p>Essa retomada das salas exige da gestão e equipe pedagógica uma reestruturação da “identidade visual institucional”, que é um dispositivo complexo de exposições de trabalhos com murais permanentes, instalações artísticas e outros elementos estéticos produzidos pelos(as) estudantes e professores(as). Essa dinâmica, aliada à devolução do espaço, costuma alterar o retorno às aulas, esgarçando o momento da divulgação. E, “contribui também para maior articulação sobre os planejamentos e projetos pedagógicos a serem implementados no ano letivo” (<xref ref-type="bibr" rid="B01">Araujo, 2024, p. 68</xref>).</p>
                <p>Essa relação entre a Riotur e as escolas que atuam no interior do Sambódromo, que inclui o Núcleo de Arte, se estabelece apenas no campo administrativo, fazendo suscitar constantes críticas dos profissionais da educação sobre a necessidade de maior parceria entre a Liesa/Riotur e as escolas do CEMADE. Isto porque o envolvimento de toda a comunidade escolar na festa do carnaval, inclusive os shows na Praça da Apoteose, daria visibilidade ao processo educativo que se desenvolve durante todo o ano letivo no interior da Passarela do Samba Professor Darcy Ribeiro.</p>
                <p>Nessa direção, a parceria que o Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles vem realizando com a Cultura refere-se à utilização do Teatro Gonzaguinha, no Centro de Artes Calouste Gulbenkian, para apresentar o seu espetáculo de culminância de processos pedagógicos. Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B01">Araujo (2024, p. 70)</xref>: “A participação dos estudantes no projeto “Escola de Bamba” da SMERJ, desfilando pela Escola Mirim Corações Unidos do CIEP, possibilitou uma aproximação com o carnaval do Sambódromo, inclusive envolvendo os responsáveis dos educandos no processo da ação”.</p>
                <p>Diferentes profissionais que atuaram/atuam na unidade, comentaram que foram raras as aproximações entre essas instituições (Educação e Cultura) e que as poucas iniciativas nessa direção partiram de projetos oriundos do território escolar. A exemplo, o fio condutor do ano de 2024 do Núcleo de Arte, vinculado ao seu Projeto Político Pedagógico (PPP), denominou-se “Os 40 anos do Sambódromo”, que possibilitou diferentes reflexões e processos artísticos sobre este monumento cultural.</p>
            </sec>
        </sec>
        <sec sec-type="conclusions">
            <title>Considerações Finais</title>
            <p>O artigo apresenta um panorama histórico, que joga luz sobre a Passarela do Samba Professor Darcy Ribeiro, o Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles e o extinto Centro de Artes do CEMADE, nos revelando nuances de políticas públicas em educação, que vêm sendo implementadas ao longo do tempo no Sambódromo do Rio de Janeiro. Um contexto que sugere o Complexo de Escolas, o Núcleo de Arte e, sobretudo, a Passarela do Samba como um “lugar de memória”, por existir neste território uma aura simbólica e vestígios de histórias vividas nos campos da educação e da cultura.</p>
            <p>O Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles completou 25 anos de existência em 2023, e ao somarmos a herança desta instituição com as práticas pedagógicas desenvolvidas pelo Centro de Artes, concentramos 40 anos de história no ano de 2024, trabalhando arte e cultura no território do CEMADE. Ao longo desse período, as práticas ali implementadas espelham a performatividade de cada docente, tanto na forma de ver o mundo quanto de se posicionar diante dele. São modos de pensar e agir sobre as políticas educacionais e de contribuir para o avanço do ensino da arte.</p>
            <p>Nesse processo, o dispositivo “fio condutor” vem se mostrando uma estratégia importante no currículo dos Núcleos de Arte, pois já se incorporou à dinâmica pedagógica da maioria das unidades de extensão educacional, principalmente por promover o diálogo entre as oficinas de arte e servir de referência aos espetáculos de culminância, que refletem as ações pedagógicas desenvolvidas durante o ano letivo.</p>
            <p>Ao iluminar o Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles e desenvolver análises e discussões sobre as suas dinâmicas e perspectivas pedagógicas, consequentemente, se criou um campo epistemológico que possibilita melhor compreender o seu currículo e o modo como se desenvolve o ensino da Arte na Passarela do Samba Professor Darcy Ribeiro.</p>
            <p>A centralidade deste estudo foi o Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles, no entanto, se acessou outras instituições, como o “Centro de Artes” e o “Programa Núcleo de Arte”, na intenção de compreender o objeto analisado. Sendo assim, é possível perceber que as duas instituições aparecem como dois temas de pesquisa promissores e urgentes de investigações acadêmicas.</p>
            <p>Por fim, cabe ressaltar que este artigo vem colaborar para a preservação e o não-apagamento da história das instituições analisadas, por diferentes momentos políticos, que provocaram incertezas, lutas, mudanças e prospecções. É nesse fluxo de desdobramentos cotidianos que emergem as razões de se preservar as memórias, individuais e coletivas, no contexto do ensino da arte na educação escolar pública.</p>
        </sec>
    </body>
    <back>
        <fn-group>
            <fn fn-type="other">
                <p>Artigo elaborado a partir da tese de L. S. ARAUJO, intitulada “O ensino de Teatro no Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles: experiências e saberes docentes”, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, 2024.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other">
                <label>Como citar este artigo:</label>
                <p>Araujo, L. S. Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles: o ensino da arte sob as arquibancadas do Sambódromo. <italic>Revista de Educação PUC-Campinas</italic>, v. 30, e14951, 2025. <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://doi.org/10.24220/2318-0870v30a2025e14951">https://doi.org/10.24220/2318-0870v30a2025e14951</ext-link></p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn02">
                <label>2</label>
                <p>A Tese foi desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas (PPGAC), da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética sob o número de projeto (CAAE) 63357722.6.0000.5285, sendo a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, a instituição proponente.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn03">
                <label>3</label>
                <p>O Decreto nº 4991 de 20 de março de 1985 cria os Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs) na Avenida dos Desfiles; e a Lei nº 1879 de 10 de julho de 1992 apresenta a denominação Complexo Escolar Municipal Avenida dos Desfiles (CEMADE).</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn04">
                <label>4</label>
                <p>A interdisciplinaridade, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B13">Yves Lenoir (1998)</xref> no seu campo operacional, pode situar-se em dois domínios: científico e escolar. A interdisciplinaridade científica apresenta a finalidade de responder às necessidades sociais com a produção de novos conhecimentos, enquanto a escolar busca integrar os processos de aprendizagem e a apropriação do conhecimento, estabelecendo relações entre teoria e prática. A interdisciplinaridade escolar é curricular, didática e pedagógica.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn05">
                <label>5</label>
                <p>A pesquisadora <xref ref-type="bibr" rid="B28">Denise Maria Quelha de Sá (2013)</xref>, em sua Tese de Doutorado, descreve o dilema da comunidade-escolar frente às constantes mudanças de espaço desta unidade de extensão.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn06">
                <label>6</label>
                <p>Educação/Departamento Geral de Educação/Diretoria de Ensino Fundamental – Projeto Linguagens Artísticas.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn07">
                <label>7</label>
                <p>De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B28">Sá (2013)</xref>, o fenômeno de “flutuação/evasão” refere-se à dinâmica de abertura e trancamento de matrículas nas oficinas, devido à infrequência dos(as) alunos(as).</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn08">
                <label>8</label>
                <p>Em 1998, a professora Liliane Mundim assumiu a função de Chefe I, pois já integrava o corpo docente do Centro de Artes daquele espaço.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn09">
                <label>9</label>
                <p>A Escola de Formação do Professor Carioca Paulo Freire foi criada pelo Prefeito Eduardo Paes, sob o Decreto Municipal nº 35.602, de 09 de maio de 2012.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn10">
                <label>10</label>
                <p>O decreto Rio nº 51020 de 22 de junho de 2022, que dispõe sobre a estrutura organizacional da Secretaria Municipal de Educação (SME), altera a designação do Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles de (01.02.504.1) para (01.02.701) e transforma as funções dos gestores, passando o Chefe I à Diretor Adjunto e o Auxiliar de Chefia à Coordenador Pedagógico (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Rio de Janeiro, 2022, p. 5</xref>). Com isso, esses servidores passaram novamente a ter direito a Regência e, consequentemente, aposentadoria especial.</p>
            </fn>
            <fn fn-type="other" id="fn11">
                <label>11</label>
                <p>EM Tia Ciata (1), EM Calouste Gulbenkian (2), EM do Catumbi (3), EM Estados Unidos (4). As escolas 2, 3 e 4 estão com os(as) alunos(as) estudando diariamente no horário das 7h30 às 14h20.</p>
            </fn>
        </fn-group>
        <ref-list>
            <title>Referências</title>
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                    <comment>Tese (Doutorado em Artes Cênicas)</comment>
                    <publisher-name>Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro</publisher-name>
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                    <comment>O impacto de um grande equipamento urbano na revitalização da Cidade Nova, um bairro do Rio de Janeiro</comment>
                    <comment>Dissertação (Mestrado em Reabilitação da Arquitectura e de Núcleos Urbanos)</comment>
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