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                <journal-title>Revista Oculum Ensaios</journal-title>
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                <article-title>CAMINHABILIDADE E FORMA DA CIDADE: UM ESTUDO SOBRE A CONFIGURAÇÃO URBANA E SUA INFLUÊNCIA NAS RELAÇÕES SOCIOESPACIAIS NO RECIFE <xref ref-type="fn" rid="fn01">1</xref></article-title>
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                    <trans-title>WALKABILITY AND URBAN FORM: A STUDY ON URBAN CONFIGURATION AND ITS INFLUENCE ON SOCIO-SPATIAL RELATIONSHIPS IN RECIFE</trans-title>
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                <contrib contrib-type="author">
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            <author-notes>
                <corresp id="c01">Correspondência para/Correspondence to: V.A.S. MEDEIROS | E-mail: <email>valerio.medeiros@camara.leg.br</email>
                </corresp>
                <fn fn-type="edited-by">
                    <label>EDITOR RESPONSÁVEL</label>
                    <p>Jonathas Magalhães e Renata Baesso Pereira</p>
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                <fn fn-type="con">
                    <label>COLABORAÇÃO</label>
                    <p>A partir de texto-base oriundo da dissertação de I. CERQUEIRA, elaborada sob orientação de V. MEDEIROS, todos os autores contribuíram igualmente para a produção do presente artigo científico, em suas etapas sequenciais. O apoio estatístico, no que se refere à modelagem e à interpretação dos dados, foi colaboração prioritária de V. ACCIOLY.</p>
                </fn>
            </author-notes>
            <pub-date publication-format="electronic" date-type="pub">
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                    <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (<italic>Open Access</italic>) sob a licença <italic>Creative Commons Attribution</italic>, que permite uso, distribuição e reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original seja corretamente citado.</license-p>
                </license>
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            <abstract>
                <title>RESUMO</title>
                <p>O artigo investiga a relação entre caminhabilidade e configuração espacial, com o intuito de identificar parâmetros relevantes para a interpretação do tema. É intenção compreender o que afeta a escolha, a apreensão e a qualidade dos espaços utilizados pelas pessoas em seus deslocamentos, com base nas seguintes questões de pesquisa: em que medida a configuração da cidade influi nas experiências vivenciadas pelos pedestres nas calçadas?; Que elementos afetam o deslocamento dos pedestres nas calçadas?; e Quais os parâmetros/critérios mais relevantes para observar a caminhabilidade e a qualidade dos espaços públicos? A investigação é procedida a partir da análise exploratória de conceitos, dados e observação em área de estudo no Recife (Pernambuco/Brasil), com base na Teoria da Lógica Social do Espaço (Sintaxe Espacial), estruturando-se em duas etapas: exploratória (análise de parâmetros avaliativos da caminhabilidade por meio da revisão de literatura e métodos observados); e confirmatória (avaliação, em campo, dos parâmetros observados na etapa anterior, com auxílio de técnicas estatísticas). Os achados obtidos revelam que a configuração espacial influencia a caminhabilidade, demonstrando quais aspectos estimulam ou restringem o ato de caminhar, ora alinhando-se, ora negando a bibliografia consultada. As barreiras e as permeabilidades associadas à forma urbana guiam o processo de escolha dos trajetos traçados pelos pedestres e meios de transporte. A forma e a dimensão das quadras, as conexões da malha viária, o comprimento dos percursos, entre outros, acabam por sugerir o modo de transitar, apropriar-se e perceber os espaços.</p>
            </abstract>
            <trans-abstract xml:lang="en">
                <title>ABSTRACT</title>
                <p>This paper investigates the relationship between walkability and spatial configuration to identify relevant parameters for the interpretation of the theme. It aims to understand what affects the choice, apprehension, and quality of the spaces used by people in their displacement, based on the following research questions: To what extent does the city's configuration affect pedestrian sidewalk experience?; What elements affect pedestrian displacement on sidewalks? And what are the more relevant parameters/criteria to analyze walkability and urban space quality. The investigation is based on an exploratory analysis of concepts, data, and observation in an area in Recife (Pernambuco/Brazil), according to the Theory of The Social Logic of Space (Space Syntax), structured in two stages: exploratory (analysis of evaluative parameters of walkability through literature review and methods observed); and confirmatory (field research). The results show that spatial configuration influences walkability, highlighting which aspects stimulate or restrict the act of walking, sometimes aligning with and sometimes denying the consulted literature. The barriers and permeabilities related to urban form guide the process of choice of paths traced by pedestrians and means of transportation. The shape and size of the blocks, the connections of the road network, the length of the routes, among others, end up suggesting the way of transiting, appropriating, and perceiving spaces.</p>
            </trans-abstract>
            <kwd-group xml:lang="pt">
                <title>PALAVRAS-CHAVE</title>
                <kwd>Caminhabilidade</kwd>
                <kwd>Configuração</kwd>
                <kwd>Sintaxe Espacial</kwd>
                <kwd>Pedestres</kwd>
            </kwd-group>
            <kwd-group xml:lang="en">
                <title>KEYWORDS</title>
                <kwd>Walkability</kwd>
                <kwd>Configuration</kwd>
                <kwd>Space Syntax</kwd>
                <kwd>Pedestrians</kwd>
            </kwd-group>
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    <body>
        <sec sec-type="intro">
            <title>INTRODUÇÃO</title>
            <p>A CAMINHABILIDADE (que envolve a mobilidade, em especial a de pedestres), a forma física das cidades e as relações do homem com o ambiente construído têm sido assuntos recorrentes na agenda social: diversas áreas do conhecimento expressam interesse na temática (<xref ref-type="bibr" rid="B24">WHYTE, 2009</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B14">JACOBS, 2009</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B22">TENÓRIO, 2012</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B06">GEHL, 2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B07">GONDIM, 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B01">BARROS, 2014</xref>). A discussão sobre o papel dos pedestres tem tomado mais força nos últimos anos, demonstrando que deve ser entendido como um elemento transformador, atuante e termômetro da qualidade socioespacial (<xref ref-type="bibr" rid="B05">DAROS, 2000</xref>). O presente artigo se alinha à perspectiva e tem como foco o estudo da caminhabilidade e da configuração espacial.</p>
            <p>No contexto urbano, a promoção da importância do papel dos pedestres como principal usuário parece ser essencial. Pesquisadores afirmam que as cidades são efetivamente compreendidas pelo indivíduo quando se anda a pé (<xref ref-type="bibr" rid="B14">JACOBS, 2009</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B06">GEHL, 2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B01">BARROS, 2014</xref>): a percepção dos espaços é melhor decifrada na velocidade dos passos.</p>
            <p>A caminhabilidade (<italic>walkability</italic>) pode ser entendida como a capacidade do espaço em promover, ou favorecer, o ato de caminhar, em suas diversas motivações (por lazer, a trabalho, por esporte <italic>etc</italic>.). São as condições do espaço, ou dos trajetos, que nos permitem ter uma boa (ou má) experiência ao acessar os lugares pretendidos (<xref ref-type="bibr" rid="B16">MOBILIZE, 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">RODRIGUES <italic>et al</italic>., 2014</xref>).</p>
            <p>A organização física da cidade e suas relações (configuração) se associa, portanto, à caminhabilidade, pois a maneira como se dispõem as partes do sistema urbano é um critério para a garantia da qualidade dos espaços públicos e da mobilidade (<xref ref-type="bibr" rid="B10">HILLIER; HANSON, 1984</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12">HOLANDA, 2002</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B22">TENÓRIO, 2012</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B15">MEDEIROS, 2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B07">GONDIM, 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B01">BARROS, 2014</xref>). Pode-se dizer que a discussão configuracional articula feições de forma construída, uso do solo e dinâmicas de movimento. Além disso, compreende o estudo morfológico dos elementos arquitetônicos que, conectados, compõem a paisagem urbana (<xref ref-type="bibr" rid="B01">BARROS, 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B15">MEDEIROS, 2013</xref>).</p>
            <p>A maneira de articulação resultante da forma física das cidades contribui para os processos de escolha dos deslocamentos e no modo de ocupar os espaços pelas pessoas. Quando se compreende o ambiente público como espaço neutro, passível de modificações, isso parece entregá-lo ao meio de transporte mais ofensivo e expressivo: o automóvel (<xref ref-type="bibr" rid="B01">BARROS, 2014</xref>). Com a “definição” dos automóveis como reguladores das intervenções, os principais elementos que geram qualidade nos espaços públicos, como interfaces arquitetônicas, mobilidade de pedestres, boa condição das calçadas <italic>etc</italic>., ainda não se converteram em ações práticas em muitas cidades ao redor do mundo.</p>
            <p>É possível notar uma progressiva atenção da academia e das políticas públicas na resolução dos problemas urbanos com foco na mobilidade e na caminhabilidade. Entretanto, a intenção em encontrar soluções que forneçam resultados rápidos acaba por produzir intervenções apressadas, sem um estudo sólido das causas (identificação das fragilidades e potencialidades) e correta sincronia de ações. A ausência de uma visão integrada e sistêmica, carente de um planejamento adequado, reflete-se na elaboração dos projetos que, por sua vez, comprometem o espaço urbano. A negligência ou inadequação da infraestrutura pedonal tem tornado os transeuntes mais vulneráveis a diversos riscos, como falta de equilíbrio na distribuição dos espaços, comprometendo, assim, a caminhabilidade e causando o desinteresse (ou impossibilidade) dos pedestres em transitar nos espaços públicos (<xref ref-type="bibr" rid="B01">BARROS, 2014</xref>).</p>
            <p>As discussões anteriores apontam o caminho estabelecido para a presente investigação, ao observar e analisar o cenário da caminhabilidade, da forma física da cidade e das relações socioespaciais, com base na interpretação dos espaços urbanos. Com isso, o artigo se propõe a explorar quais parâmetros são mais relevantes para a observação da caminhabilidade, a incluir a forma urbana compreendida em sua configuração, a partir do que afeta a escolha, a apreensão e a qualidade dos espaços utilizados pelas pessoas em seus deslocamentos.</p>
            <p>A pesquisa procura complementar os temas, avançando na discussão bibliográfica e metodológica, propondo um estudo exploratório no Recife (Pernambuco/Brasil). Pretende-se responder às seguintes questões de pesquisa: (1) Em que medida a configuração espacial da cidade influi nas experiências vivenciadas pelos pedestres nas calçadas?; (2) Que elementos afetam o deslocamento dos pedestres nas calçadas?; e (3) Quais os parâmetros/critérios mais relevantes para observar a caminhabilidade e a qualidade dos espaços públicos?</p>
        </sec>
        <sec sec-type="methods">
            <title>PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS</title>
            <sec>
                <title>PROCESSOS E SELEÇÕES</title>
                <p>A pesquisa foi desenvolvida em duas etapas. A primeira, denominada “etapa exploratória”, baseou-se na investigação de parâmetros avaliativos da caminhabilidade, a partir de revisão de literatura, tendo em conta autores assumidos como emblemáticos para a discussão (ver item subsequente). A partir das análises, foram extraídas e classificadas as variáveis recorrentes e mais relevantes para o tema. Posteriormente, os dados associados às variáveis foram coletados <italic>in loco</italic> e/ou obtidos juntos aos órgãos públicos locais (portais da Prefeitura Municipal do Recife: Dados Abertos e Instituto da Cidade Pelópidas Silveira) e então confrontados com a contagem do fluxo de movimento real, a expressar a ordem de grandeza do movimento diante das características espaciais dos canais de deslocamento. A segunda fase, denominada “etapa confirmatória”, foi desenvolvida para verificar a relevância de cada variável para a caminhabilidade.</p>
                <sec>
                    <title>ETAPA EXPLORATÓRIA: INVESTIGAÇÃO E SELEÇÃO DE VARIÁVEIS</title>
                    <p>A considerar a existência de diversas abordagens sobre o tema, para a pesquisa foi selecionada uma amostra de treze publicações (<xref ref-type="bibr" rid="B02">BRADSHAW, 1993</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B20">SARKAR, 2002</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B04">CLEMENTE; EWING, 2005</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B24">WHYTE, 2009</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B14">JACOBS, 2009</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B22">TENÓRIO, 2012</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B06">GEHL, 2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B17">NEW YORK, 2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B19">RODRIGUES <italic>et al</italic>., 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B01">BARROS, 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B07">GONDIM, 2014</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B09">HEEMANN; SANTIAGO, 2015</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B13">INSTITUTO DE POLÍTICAS DE TRANSPORTE E DESENVOLVIMENTO, 2016</xref>), entendidas como representativas deste universo e que permitem o confronto de vários olhares, havendo, entretanto, um eixo comum configuracional. A partir desta seleção, as bibliografias foram agrupadas em categorias, conformando três esferas: (a) Bases bibliográficas; (b) Bases acadêmicas (teses e artigos); e (c) Bases metodológicas (<italic><xref ref-type="table" rid="t01">Tabela 1</xref></italic>).</p>
                    <table-wrap id="t01">
                        <label>TABELA 1</label>
                        <caption>
                            <title>Amostra de publicações utilizadas para a fase de seleção de variáveis.</title>
                        </caption>
                        <table frame="hsides" rules="rows" style="border-color:#0F94CF">
                            <thead style="background-color:#9FD4EC">
                                <tr align="center">
                                    <th rowspan="2"> Bases bibliográficas</th>
                                    <th colspan="2"> Bases acadêmicas</th>
                                    <th rowspan="2"> Bases metodológicas</th>
                                </tr>
                                <tr>
                                    <th>Teses</th>
                                    <th>Artigos</th>
                                </tr>
                            </thead>
                            <tbody>
                                <tr align="center">
                                    <td>Gehl<break/> (Cidade para Pessoas, 2013)</td>
                                    <td>Barros<break/> (Diz-me como Andas que te Direi Onde Estás, 2014)</td>
                                    <td>Rodrigues <italic>et al</italic>. (Indicadores do Desenho Urbano e sua Relação com a Propensão a Caminhada, 2013)</td>
                                    <td>Índice de Caminhabilidade (Rio de Janeiro; ITDP, 2016)</td>
                                </tr>
                                <tr align="center">
                                    <td>Jacobs<break/> (Morte e Vida de Grandes Cidades, 2009)</td>
                                    <td>Gondim<break/> (A Travessia no Tempo, 2014)</td>
                                    <td>Sarkar <italic>et al</italic>.<break/> (<italic>Qualitative Evaluation of Comfort Needs in Urban Walkways in Major Activity Centers</italic>, 2002)</td>
                                    <td>Guia do Espaço Público – SP (<xref ref-type="bibr" rid="B09">Heemann e Santiago, 2015</xref>)</td>
                                </tr>
                                <tr align="center">
                                    <td>Whyte<break/> (<italic>The Social Life of Small Urban Spaces</italic>, 2009)</td>
                                    <td>Tenório<break/> (Ao Desocupado em Cima da Ponte, 2012)</td>
                                    <td>Bradshaw<break/> (<italic>Creating – and Using – a Rating System for Neighbourhood Walkability,</italic> 1993)</td>
                                    <td><italic>Active Design</italic><break/> (New York City, 2013)</td>
                                </tr>
                                <tr align="center">
                                    <td>–</td>
                                    <td>–</td>
                                    <td>–</td>
                                    <td><italic>Measuring Urban Design Qualities</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B04">Clemente <italic>et al</italic>., 2005</xref>)</td>
                                </tr>
                            </tbody>
                        </table>
                        <table-wrap-foot>
                            <fn>
                                <p><bold>Fonte:</bold>
                                    <xref ref-type="bibr" rid="B03">Cerqueira (2017)</xref>.</p>
                            </fn>
                        </table-wrap-foot>
                    </table-wrap>

                    <p>O processo de investigação dos parâmetros da caminhabilidade presentes na literatura resultou em 49 variáveis. Após a identificação e detalhamento, a etapa seguinte compreendeu um processo de triagem, de modo a resultar naquelas mais recorrentes (mais citadas). A seleção foi realizada a partir da combinação de três fases: (a) Pontuação (quantas vezes uma variável foi citada); (b) Julgamento dos autores da pesquisa (experiência no tema); e (c) Combinação das duas etapas anteriores (<xref ref-type="bibr" rid="B03">CERQUEIRA, 2017</xref>).</p>
                    <p>A primeira fase de triagem se dedicou a observar a pontuação individual de cada uma das 49 variáveis. Em razão de serem analisadas treze publicações, a classificação variou de treze (pontuação máxima) a um (número mínimo de citações), assumindo-se o número de pontuação média como “seis”. Na sequência foi realizado um filtro das variáveis aceitando as que possuíam pontuação maior que seis, resultando em 31. A segunda fase tomou como premissa o conhecimento prévio dos autores a respeito do tema em consonância ao critério assumido de quais variáveis teriam maior interferência na vivência dos pedestres e na caminhabilidade nos espaços públicos. A lista totalizou 34. A terceira e última etapa contemplou a seleção da interseção, ou seja, o conjunto de variáveis que, simultaneamente, pertencem aos dois conjuntos de seleção anteriores, alcançando 22 medidas.</p>
                    <p>Após a seleção, as variáveis foram agrupadas por similaridade em: (a) Grupos ou aspectos; (b) Tipo (quando indicado “sintaxe”, significa obtenção segundo as recomendações da Teoria da Lógica Social do Espaço/Sintaxe do Espaço); (c) Estratégia de obtenção do indicador (algumas variáveis são obtidas por medidas da Sintaxe do Espaço, como inteligibilidade (correlação entre conectividade e acessibilidade configuracional), NACH (escolha angular normalizada) e NAIN (integração angular normalizada); (d) Unidade; e (e) Métrica (<italic><xref ref-type="table" rid="t02">Tabela 2</xref></italic>).</p>
                    <table-wrap id="t02">
                        <label>TABELA 2</label>
                        <caption>
                            <title>Variáveis selecionadas e seus agrupamentos.</title>
                        </caption>
                        <table frame="hsides" rules="rows" style="border-color:#0F94CF">
                            <thead>
                                <tr align="center" style="background-color:#9FD4EC">
                                    <th>Grupos</th>
                                    <th>&nbsp;</th>
                                    <th>Variável</th>
                                    <th>Tipo</th>
                                    <th>Indicador</th>
                                    <th>Unidade</th>
                                    <th>Métrica</th>
                                </tr>
                            </thead>
                            <tbody>
                                <tr align="center">
                                    <td rowspan="2"> Aspectos Visuais (Percepção)</td>
                                    <td>1</td>
                                    <td>Campo Social de Visão (Vista Desobstruída)</td>
                                    <td>Sintaxe</td>
                                    <td>Integibilidade</td>
                                    <td>Adimensional</td>
                                    <td>Escalar</td>
                                </tr>
                                <tr align="center">
                                    <td>2</td>
                                    <td>Interfaces (Permeabilidade Visual)</td>
                                    <td>Morfologia</td>
                                    <td>Número de Portas (Gehl)</td>
                                    <td>Densidade (N<sup>º</sup>/100m)</td>
                                    <td>Ordinal</td>
                                </tr>
                                <tr align="center">
                                    <td rowspan="3"> Aspectos de Configuração Urbana</td>
                                    <td>3</td>
                                    <td>Curtas Distâncias a Pé</td>
                                    <td>Sintaxe</td>
                                    <td>Escolha Normalizada – NACH</td>
                                    <td>Adimensional</td>
                                    <td>Escalar</td>
                                </tr>
                                <tr align="center">
                                    <td>4</td>
                                    <td>Conectividade dos Percursos</td>
                                    <td>Sintaxe</td>
                                    <td>Integração Local</td>
                                    <td>Adimensional</td>
                                    <td>Escalar</td>
                                </tr>
                                <tr align="center">
                                    <td>5</td>
                                    <td>Dimensão das Quadras</td>
                                    <td>Morfologia</td>
                                    <td>Dimensão das Quadras</td>
                                    <td>Metros</td>
                                    <td>Escalar</td>
                                </tr>
                                <tr align="center">
                                    <td rowspan="3"> Aspectos de Qualidade dos Espaços</td>
                                    <td>6</td>
                                    <td>Espaços de Permanências</td>
                                    <td>Morfologia</td>
                                    <td>Contagem de Espaços de Permanência: Paradas de Ônibus, Bancos, Quiosques, <italic>Parklets</italic></td>
                                    <td>Densidade (N<sup>º</sup>/100m)</td>
                                    <td>Escalar</td>
                                </tr>
                                <tr align="center">
                                    <td>7</td>
                                    <td>Espaços Abertos Atrativos (Hierarquia dos Espaços)</td>
                                    <td>Morfologia</td>
                                    <td>Existência (Parques, Praças, Largos, Pocket Parks)</td>
                                    <td>Sim/Não</td>
                                    <td>Nominal</td>
                                </tr>
                                <tr align="center">
                                    <td>8</td>
                                    <td>Espaço de Transição Suave</td>
                                    <td>Morfologia</td>
                                    <td>Contagem de Alpendres, Jardins Frontais, Bancos, Mesas com Cadeiras, Expositores</td>
                                    <td>Densidade (N<sup>º</sup>/100m)</td>
                                    <td>Escalar</td>
                                </tr>
                                <tr align="center">
                                    <td rowspan="3"> Aspectos da Função e Atividades</td>
                                    <td>9</td>
                                    <td>Distribuição das Funções da Cidade (Usos e Grandes Equipamentos)</td>
                                    <td>Atividade</td>
                                    <td>Entropia (Usos)</td>
                                    <td>Adimensional</td>
                                    <td>Escalar</td>
                                </tr>
                                <tr align="center">
                                    <td>10</td>
                                    <td>Integração das Funções da Cidade</td>
                                    <td>Atividade</td>
                                    <td>Há Distribuição do Tempo de Funcionamento?</td>
                                    <td>Sim/Não</td>
                                    <td>Nominal</td>
                                </tr>
                                <tr align="center">
                                    <td>11</td>
                                    <td>Relações Socioespaciais (Tipos de Atividades)</td>
                                    <td>Atividade</td>
                                    <td>Entropia (Tipos Atividades)</td>
                                    <td>Adimensional</td>
                                    <td>Escalar</td>
                                </tr>
                                <tr align="center">
                                    <td rowspan="2"> Aspectos de Fluxo e Movimento</td>
                                    <td>12</td>
                                    <td>Intensidade do Movimento (Fluxo de Pedestre)</td>
                                    <td>Acessibilidade</td>
                                    <td>Contagem Volumétrica de Pedestres</td>
                                    <td>N<sup>º</sup>/5 Minutos</td>
                                    <td>Escalar</td>
                                </tr>
                                <tr align="center">
                                    <td>13</td>
                                    <td>Tipos de Frequentadores dos Espaços (Heterogeneidade)</td>
                                    <td>Acessibilidade</td>
                                    <td>Entropia (Frequentadores do Espaço)</td>
                                    <td>Adimensional</td>
                                    <td>Escalar</td>
                                </tr>
                                <tr align="center">
                                    <td>Aspectos de Segurança</td>
                                    <td>14</td>
                                    <td>Iluminação Pública</td>
                                    <td>Morfologia</td>
                                    <td>Contagem de Postes de Iluminação/100m</td>
                                    <td>Densidade<break/> (N<sup>º</sup>/100m)</td>
                                    <td>Escalar</td>
                                </tr>
                                <tr align="center">
                                    <td>Aspectos de Conforto Físico e Sustentabilidade</td>
                                    <td>15</td>
                                    <td>Sentimento de Conforto (Térmico / Sombreamento)</td>
                                    <td>Morfologia</td>
                                    <td>Contagem de Árvores, Marquises, Alpendres, Abrigos</td>
                                    <td>Densidade<break/> (N<sup>º</sup>/100m)</td>
                                    <td>Escalar</td>
                                </tr>
                                <tr align="center">
                                    <td rowspan="3"> Aspectos de Infraestrutura e Rede de Transportes</td>
                                    <td>16</td>
                                    <td>Pontos dos Meios de Transportes</td>
                                    <td>Acessibilidade</td>
                                    <td>Contagem de Paradas de Ônibus, Táxi, Bicicletários, Transporte Fluvial, etc.</td>
                                    <td>Densidade<break/> (N<sup>º</sup>/100m)</td>
                                    <td>Escalar</td>
                                </tr>
                                <tr align="center">
                                    <td rowspan="2"> 17</td>
                                    <td rowspan="2"> Tipo do Movimento (Meios de Transporte)</td>
                                    <td>Acessibilidade</td>
                                    <td>Entropia (Contagem Classificatória de Veículos)</td>
                                    <td>Adimensional</td>
                                    <td>Escalar</td>
                                </tr>
                                <tr align="center">
                                    <td>Acessibilidade</td>
                                    <td>Contagem Volumétrica de Veículos</td>
                                    <td>N<sup>º</sup>/5 Minutos</td>
                                    <td>Escalar</td>
                                </tr>
                                <tr align="center">
                                    <td rowspan="3"> Aspectos de Infraestrutura, Conservação e Mobiliário Urbano</td>
                                    <td>18</td>
                                    <td>Mobiliário Urbano (Funcionalidade)</td>
                                    <td>Morfologia</td>
                                    <td>Contagem de Mobiliário Urbano</td>
                                    <td>Densidade (N<sup>º</sup>/100m)</td>
                                    <td>Escalar</td>
                                </tr>
                                <tr align="center">
                                    <td>19</td>
                                    <td>Estado de Conservação das Calçadas</td>
                                    <td>Morfologia</td>
                                    <td>Estado de Depredação Calçadas</td>
                                    <td>Inexistente<break/> Ruim<break/> Regular<break/> Bom</td>
                                    <td>Ordinal</td>
                                </tr>
                                <tr align="center">
                                    <td>20</td>
                                    <td>Continuidade do Percurso</td>
                                    <td>Morfologia</td>
                                    <td>Contínuo e Descontínuo</td>
                                    <td>Binário</td>
                                    <td>Nominal</td>
                                </tr>
                                <tr align="center">
                                    <td rowspan="2"> Aspectos de Acessibilidade e Desenho Universal</td>
                                    <td>21</td>
                                    <td>Acessibilidade (Sentido Amplo)</td>
                                    <td>Sintaxe</td>
                                    <td>Média NAIN</td>
                                    <td>Adimensional</td>
                                    <td>Escalar</td>
                                </tr>
                                <tr align="center">
                                    <td>22</td>
                                    <td>Dimensão das Calçadas (Largura das Calçadas)</td>
                                    <td>Morfologia</td>
                                    <td>Largura Média das Calçadas</td>
                                    <td>Metros</td>
                                    <td>Escalar</td>
                                </tr>
                            </tbody>
                        </table>
                        <table-wrap-foot>
                            <fn>
                                <p><bold>Fonte:</bold>
                                    <xref ref-type="bibr" rid="B03">Cerqueira (2017)</xref>.</p>
                            </fn>
                        </table-wrap-foot>
                    </table-wrap>
                </sec>
                <sec>
                    <title>ETAPA CONFIRMATÓRIA: OBJETO DE ESTUDO</title>
                    <p>Em sequência à escolha das variáveis, partiu-se para a etapa de confirmação da influência desses parâmetros em um ambiente real. O local de estudo, Recife, 9º mais populoso município do país e uma das mais antigas cidades brasileiras, foi selecionado com o intuito de discutir o desempenho das medidas anteriormente citadas. A capital do estado de Pernambuco é composta por diversos tipos de traçado urbano, resultado de processos distintos de adensamento e consolidação (<xref ref-type="bibr" rid="B15">MEDEIROS, 2013</xref>).</p>
                    <p>Por conta da extensão, optou-se por realizar um recorte representativo da estrutura urbana, desde que possuísse características heterogêneas, a partir da observação de cinco critérios: (a) Centralidade; (b) Densidade da estrutura urbana; (c) Morfologia; (d) Nível socioeconômico; e (e) Influência do rio e de pontes. O resultado foi composto por partes de quatro bairros localizados na zona norte da cidade: Torre, Graças, Jaqueira e Parnamirim. Pelo fato de o bairro da Torre possuir dois estágios de consolidação e adensamento, optou-se por fracioná-lo em duas subáreas. Ao final, a região de análise foi subdividida em cinco frações: Torre <italic>em consolidação</italic> (Subárea 1); Torre <italic>em transição</italic> (Subárea 2); Graças (Subárea 3); Jaqueira (Subárea 4); e Parnamirim (Subárea 5) (<italic><xref ref-type="fig" rid="f01">Figura 1</xref></italic>).</p>
                    <fig id="f01">
                        <label>FIGURA 1</label>
                        <caption>
                            <title>Mapa demonstrativo das subáreas de estudo.</title>
                        </caption>
                        <graphic xlink:href="2318-0919-oa-20-e235093-gf01.tif"/>
                        <attrib>Fonte: <xref ref-type="bibr" rid="B03">Cerqueira (2017)</xref>.</attrib>
                    </fig>
                    <p>No que diz respeito à centralidade, apesar de a região escolhida não ser o centro administrativo ou ativo da cidade (correspondente aos bairros de Boa Vista e Derby), a área compreende uma subcentralidade relevante no Recife. Além de ser atravessada por vias articuladoras do sistema viário global e abrigar proeminentes canais de transporte público, concentra usos e grandes equipamentos tidos como magnetos (escolas, órgãos públicos, <italic>shopping etc</italic>.).</p>
                    <p>Para a densidade da estrutura urbana, a escolha do local de análise implicava a existência de diferenças. Portanto, a seleção dos bairros ocorreu pelo fato de serem territorialidades fisicamente distintas, produto de variadas épocas de consolidação, com resultante variação na densidade da estrutura urbana. Os bairros da Jaqueira, Graças e Parnamirim são locais com época inicial de ocupação semelhante, datando do período colonial, da fase açucareira (século XVII). São lugares com processos de consolidação ininterruptos (ou seja, que foram se desenvolvendo, adensando e consolidando paulatinamente), experimentando diversas transformações urbanas (inclusive de sobreposição do traçado) e hoje apresentam elevada densidade.</p>
                    <p>A região que compreende o atual bairro da Torre, por sua vez, teve início de ocupação no século XVI. No entanto, por questões de reinvindicação do território e acesso, o desenvolvimento foi retardado, culminando em processos de consolidação e adensamento em períodos diferentes (<xref ref-type="bibr" rid="B23">VAINSENCHER, 2003</xref>). Por esse motivo, o bairro possui dois estágios, sendo um correspondente às áreas com traçado urbano consolidado (e, portanto, um pouco mais adensado: o trecho é referente às transformações nos séculos XIX e XX, quando foi implantada na região a fábrica têxtil da Torre, resultando no surgimento de vilas operárias e a retomada parcial do desenvolvimento e consolidação do bairro) e o outro, ainda em processo de consolidação (ainda com áreas passíveis de ocupação). A distinção justifica o estudo da área fracionada em duas subáreas: <italic>em consolidação</italic> (01) e <italic>em transição</italic> (02).</p>
                    <p>Em relação à morfologia, especialmente devido aos processos acima descritos, os bairros da Jaqueira, Graças e Parnamirim possuem aproximações quanto aos tipos edilícios (incluindo gabarito e idade das edificações), às formas (e distribuição) de macro e microparcelas e ao desenho da malha viária (incluindo a proporção entre cheios e vazios). O bairro da Torre, por sua vez, está organizado em dois tipos: parte com características semelhantes aos demais bairros e parte distinta.</p>
                    <p>No que diz respeito ao nível socioeconômico, o recorte também contempla variações. Os bairros da Jaqueira, das Graças e de Parnamirim são considerados nobres (com renda média mensal equivalente a R$10.535,83), de alto padrão (média de 111,23 habitantes/hectare), com os maiores índices de valor imobiliário (cerca de R$6.504,00 reais/m<sup>2</sup>), além de concentrar alta taxa de alfabetização da população (99,2%) (<xref ref-type="bibr" rid="B18">PREFEITURA DO RECIFE, 2017</xref>).</p>
                    <p>A Torre apresenta dois cenários. Uma parte do bairro, referente à parcela <italic>em transição</italic>, é habitada por uma classe média (com renda média equivalente a R$4.827,09), considerada de padrão médio (média de 152,68 habitantes/hectare). Devido à sua relativa proximidade com os bairros das Graças, da Jaqueira e de Casa Forte, essa porção tem sido bastante valorizada em termos residenciais (cerca de R$5.600,00 reais/m<sup>2</sup>). O trecho do bairro referente à parcela <italic>em consolidação</italic> foi implantado de maneira irregular, por meio de assentamentos informais. A área é tida como de padrão baixo e habitada por uma classe média baixa: ali há edifícios de baixa renda (associados ao Programa Minha Casa Minha Vida) e a comunidade de Santa Luzia (<xref ref-type="bibr" rid="B18">PREFEITURA DO RECIFE, 2017</xref>).</p>
                    <p>Para a influência dos corpos d’água, cabe destacar que o rio é um elemento de grande importância para a estruturação do Recife. A cidade é cortada pelos rios Capibaribe, Beberibe, Tejipió e seus afluentes. A partir dessa perspectiva, julgou-se importante que, na área de estudo, estivessem presentes o rio e algumas pontes, de modo que fosse possível discutir os impactos quanto às questões de mobilidade, configuração e segregação espacial, relações socioespaciais, entre outros. O recorte resultante, à vista disso, compreendeu trecho do rio Capibaribe, as pontes das Graças e José Bonifácio (que são de uso dos veículos motorizados, ciclistas e pedestres) e a passarela do Santana (de uso exclusivo de pedestres e ciclistas).</p>
                </sec>
                <sec>
                    <title>ETAPA CONFIRMATÓRIA: LEVANTAMENTO DOS DADOS, TÉCNICAS E MÉTODOS</title>
                    <p>A etapa de levantamento de dados foi realizada considerando-se a área de estudo (suas quadras, vias <italic>etc</italic>.) e portais, para contagem de fluxo de movimento (desenvolvido segundo os critérios da Teoria da Lógica Social do Espaço), com o intuito de confirmar e compreender a relevância das variáveis selecionadas para a caminhabilidade (<xref ref-type="bibr" rid="B10">HILLIER; HANSON, 1984</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B11">HILLIER, 1996</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B08">GRAJEWSKI; VAUGHAN, 2001</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B12">HOLANDA, 2002</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B15">MEDEIROS, 2013</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B03">CERQUEIRA, 2017</xref>). Do conjunto, Intensidade do Movimento (Fluxo de Pedestre), Tipos de Frequentadores dos Espaços (Heterogeneidade) e Relações Socioespaciais (Tipo de Atividades) foram assumidas como as variáveis “principais” ou “alvo”, por representarem a própria vida urbana por meio dos fluxos de movimento e da vitalidade de uso e ocupação dos lugares. Essas variáveis foram obtidas por meio de coleta <italic>in loco</italic> em 27 postos de observação distribuídos nas áreas de análise. Para cada posto, foram realizadas quatro contagens por horário (07-09h, 09-11h, 17-19h), sendo duas em dias úteis e duas no final de semana. Dessa maneira, para cada posto, houve doze contagens, a totalizar 324. Todas as observações foram executadas nos meses de junho e julho de 2017, início do inverno, havendo dias nublados e com pouca precipitação pluvial.</p>
                    <p>O processo de levantamento dos demais dados ocorreu conforme cada variável da pesquisa, suas definições e agrupamentos, conforme distintas estratégias de investigação (<italic><xref ref-type="table" rid="t02">Tabela 2</xref></italic>). Portanto, para cada medida, foi utilizado um método de obtenção decorrente de bases teóricas e metodológicas voltadas para o tema (<xref ref-type="bibr" rid="B03">CERQUEIRA, 2017</xref>). Após a fase de coleta, as informações foram consolidadas em um único banco que, posteriormente, foi importado para o <italic>software</italic> SPSS, para o processamento dos testes estatísticos.</p>
                    <p>Para a escolha do método estatístico utilizado em cada teste de hipótese, foram observados três aspectos: (a) Maneira de coleta dos dados; (b) Natureza da população na qual se extraiu a amostra; e (c) Tipo de mensuração ou escala empregados nas definições operacionais das variáveis envolvidas. Foram executados testes paramétricos de comparação de médias ANOVA e não paramétricos descritivos, tais como frequência, tabulação cruzada (X<sup>2</sup> e Phi) e Kruskal-Wallis. Para todos os testes, fixou-se a probabilidade de se cometer erro do tipo I, admitindo-se até 5% (<xref ref-type="bibr" rid="B21">SISLAU, 2013</xref>). Para avaliar a correlação entre variáveis quantitativas, foi utilizado o teste de Spearman.</p>
                </sec>
            </sec>
        </sec>
        <sec sec-type="results|discussion">
            <title>RESULTADOS E DISCUSSÕES</title>
            <p>A considerar o objetivo do artigo, de verificar a influência das variáveis selecionadas para a caminhabilidade e se a configuração a afeta (assim como também poderia influir nas relações socioespaciais e mobilidade de pedestres), os resultados obtidos foram oriundos do processamento das informações em dois níveis: (a) Interpretação descritiva para cada uma das variáveis, de modo a demonstrar o comportamento individual diante do espaço estudado; e (b) Correlação entre variáveis, com o intuito de avaliar o comportamento simultaneamente.</p>
            <sec>
                <title>NÍVEL 1: DESCRIÇÃO E INTERPRETAÇÃO DAS VARIÁVEIS</title>
                <p>A exposição dos aspectos gerais sobre as variáveis permite uma compreensão detalhada da caracterização dos elementos investigados e da área de estudo. Para as inferências e investigações procedidas, adotou-se simultaneamente uma visão geral (considerando impressões de todo recorte de estudo) e específica dos fatos (para cada uma das subáreas). Para exemplificação dos procedimentos desenvolvidos, antes da indicação de observações gerais, o item contempla a análise de duas das três variáveis-alvo.</p>
                <list list-type="alpha-lower">
                    <list-item>
                        <p><bold>Exemplo 1: Intensidade do Movimento (Fluxo de Pedestre)</bold></p>
                        <p>A variável refere-se à expressividade do fluxo ou presença de pessoas nos espaços da cidade, e observa a dinamicidade dos lugares a partir do movimento e copresença dos pedestres, obtidos segundo o Manual de Observação da Sintaxe do Espaço (<xref ref-type="bibr" rid="B08">GRAJEWSKI; VAUGHAN, 2001</xref>). A síntese dos dados coletados consta na <italic><xref ref-type="fig" rid="f02">Figura 2</xref></italic>. A Subárea 04, referente ao bairro da Jaqueira, contém o maior fluxo de pedestres (com média de 25,05 pedestres/5’), e a Subárea 3, correspondente ao bairro das Graças, o menor (com média de 16,91 pedestres/5’).</p>
                        <p>
                            <fig id="f02">
                                <label>FIGURA 2</label>
                                <caption>
                                    <title>Densidade de pedestres por subárea de estudo (volume de pedestres por intervalo de 5 minutos).</title>
                                </caption>
                                <graphic xlink:href="2318-0919-oa-20-e235093-gf02.tif"/>
                                <attrib><bold>Fonte:</bold>
                                    <xref ref-type="bibr" rid="B03">Cerqueira (2017)</xref>.</attrib>
                            </fig></p>
                        <p>Também foi possível observar a diferença de fluxos, ao se comparar os quantitativos entre os dias de semana (útil ou final de semana), em que o maior fluxo foi percebido nos dias úteis, com média de 25,87 pedestres/5’, diante de 14,69 pedestres/5’ (p&lt;0,001) para os finais de semana. Não foi possível inferir diferença estatística significante quanto à influência do período do dia no fluxo (<italic><xref ref-type="table" rid="t03">Tabela 3</xref></italic>).</p>
                        <p><table-wrap id="t03">
                                <label>TABELA 3</label>
                                <caption>
                                    <title>Média da contagem volumétrica de pedestres por intervalo de 5 minutos. O valor de “p” é referente ao teste de comparação de médias (ANOVA).</title>
                                </caption>
                                <table frame="hsides" rules="rows" style="border-color:#0F94CF">
                                    <thead>
                                        <tr align="center" style="background-color:#9FD4EC">
                                            <td colspan="6">Contagem volumétrica de pedestres – janelas temporais</td>
                                        </tr>
                                    </thead>
                                    <tbody>
                                        <tr align="center">
                                            <td>&nbsp;</td>
                                            <td><bold>07 às 09h</bold></td>
                                            <td><bold>09 às 11h</bold></td>
                                            <td><bold>17 às 19h</bold></td>
                                            <td><bold>Média</bold></td>
                                            <td><bold>Valor de p</bold></td>
                                        </tr>
                                        <tr align="center">
                                            <td><bold>Média</bold></td>
                                            <td>20,59</td>
                                            <td>18,93</td>
                                            <td>21,31</td>
                                            <td>20,28</td>
                                            <td><bold>0,604</bold></td>
                                        </tr>
                                    </tbody>
                                </table>
                                <table-wrap-foot>
                                    <fn>
                                        <p><bold>Fonte:</bold>
                                            <xref ref-type="bibr" rid="B03">Cerqueira (2017)</xref>.</p>
                                    </fn>
                                </table-wrap-foot>
                            </table-wrap></p>
                        <p>Essa diferença entre as regiões da área de estudo pode ter acontecido devido à hierarquia das vias, disponibilidade de serviço de transporte público, oferta de usos e atividades no espaço, configuração espacial <italic>etc</italic>., conforme explorado nas demais variáveis.</p>
                    </list-item>
                    <list-item>
                        <p><bold>Exemplo 2: Relações Socioespaciais (Tipo de Atividades)</bold></p>
                        <p>O item corresponde à leitura de quais atividades foram observadas segundo categorização pré-estabelecida, com base na literatura: socializando, descansando, vendendo, esperando, trabalhando, exercitando, passeando com animal, comprando e comendo (<xref ref-type="bibr" rid="B22">TENÓRIO, 2012</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B06">GEHL, 2013</xref>). O aspecto foi investigado de acordo com duas perspectivas. Primeiramente, observou-se a existência de atividades distintas sendo desenvolvidas no mesmo espaço, comparando cada subárea de estudo. Em uma segunda análise, buscou-se compreender a composição da heterogeneidade quanto às categorias de atividades.</p>
                        <p>A variável é lida em uma perspectiva binária. Considerando as diretrizes apontadas, após a comparação de médias ANOVA, verificou-se que não há significância estatística quanto à diferença entre os valores de índice de entropia encontrados. Dessa maneira, não é possível inferir que uma subárea possui maior ou menor diversidade de atividades do que outra (<italic><xref ref-type="table" rid="t04">Tabela 4</xref></italic>).</p>
                        <p>
                            <table-wrap id="t04">
                                <label>TABELA 4</label>
                                <caption>
                                    <title>Média do Índice de Entropia (heterogeneidade dos tipos de atividades desempenhadas pelos pedestres) por área.</title>
                                </caption>
                                <table frame="hsides" rules="rows" style="border-color:#0F94CF">
                                    <thead>
                                        <tr align="center" style="background-color:#9FD4EC">
                                            <th colspan="8"> Média do Índice de Entropia</th>
                                        </tr>
                                    </thead>
                                    <tbody>
                                        <tr align="center">
                                            <td>&nbsp;</td>
                                            <td><bold>SUBÁREA 1</bold><break/><bold> (Torre <italic>em consolidação</italic>)</bold></td>
                                            <td><bold>SUBÁREA 2</bold><break/><bold> (Torre <italic>em transição</italic>)</bold></td>
                                            <td><bold>SUBÁREA 3</bold><break/><bold> (Graças)</bold></td>
                                            <td><bold>SUBÁREA 4</bold><break/><bold> (Jaqueira)</bold></td>
                                            <td><bold>SUBÁREA 5</bold><break/><bold> (Parnamirim)</bold></td>
                                            <td><bold>Média</bold></td>
                                            <td><bold>Valor de p</bold></td>
                                        </tr>
                                        <tr align="center">
                                            <td>DIVERSIDADE ATIVIDADES</td>
                                            <td>0,4874</td>
                                            <td>0,4390</td>
                                            <td>0,4212</td>
                                            <td>0,3927</td>
                                            <td>0,5636</td>
                                            <td>0,4608</td>
                                            <td>0,657</td>
                                        </tr>
                                    </tbody>
                                </table>
                                <table-wrap-foot>
                                    <fn>
                                        <p>Nota: valor de “p” referente ao teste de comparação de médias (ANOVA).</p>
                                        <p>Fonte: <xref ref-type="bibr" rid="B03">Cerqueira (2017)</xref>.</p>
                                    </fn>
                                </table-wrap-foot>
                            </table-wrap></p>
                        <p>Ao analisar a região quanto aos tipos de atividades, foi percebido que a principal ação desenvolvida é a de socialização (30%), seguida por esperando (20%), exercitando e vendendo (12% cada), trabalhando (10%), descansando (7%), passeando, comprando e comendo (3% cada).</p>
                        <p>Os resultados obtidos apontam que a Subárea 1 (Torre <italic>em consolidação</italic>) possui maiores porcentagens dos tipos de atividades socializando e exercitando, devido à presença da Praça Professor Barreto Campelo, do campo de futebol e da academia da cidade. A Subárea 2 possui maiores valores dos tipos de atividade de sociabilização e venda, em razão da presença de vendedores ambulantes em espaços de permanências informais. As Subáreas 3 e 4 têm maiores porcentagens dos tipos de atividade de sociabilização e espera, por conta da presença de praças e dos pontos de ônibus (para a Subárea 3) e da proximidade com o Parque da Jaqueira, além de espaços de permanências dispostos na calçada (para a Subárea 4). A Subárea 5, por sua vez, possui maior porcentagem para as atividades se exercitando e vendendo, em razão da proximidade de academias, existência da ciclofaixa e pelo registro de usos comerciais.</p>
                    </list-item>
                    <list-item>
                        <p><bold>Observações para o Conjunto de Variáveis</bold></p>
                        <p>Para a análise descritiva, percebe-se que, dentro da região estudada, existem áreas com grandes distinções nos aspetos observados. Os bairros existentes à margem direita do rio (Graças, Jaqueira e Parnamirim) apresentam semelhanças configuracionais, morfológicas, sintáticas e socioeconômicas; na margem esquerda, identificou-se maior diferenciação. A Torre (em especial a parcela <italic>em consolidação</italic>) conforma um ambiente carente de infraestrutura urbana, incluindo transportes. Em contraponto, parece haver aqui uma vivência urbana (mesmo que comprometida pelas questões econômicas e de segurança) muito mais ativa do que a identificada nos demais bairros. É comum observar pessoas caminhando, conversando, sentadas nas calçadas, portas abertas, interfaces limítrofes às ruas, entre outros.</p>
                        <p>Também é relevante comentar o papel de segregação e agente “modelador” desempenhado pelo rio Capibaribe. Há uma acentuada divergência configuracional, morfológica, comportamental e de consequente apreensão e uso dos espaços, o que, de certa forma, compromete a caminhabilidade e a escolha em permanecer nos espaços da cidade.</p>
                        <p>Outra constatação aponta para o nível de adensamento entre os bairros. Percebe-se, por questões históricas, de influência dos condicionantes naturais e preferência por locais centrais, que os bairros das Graças, Jaqueira e Parnamirim se encontram bastante adensados, o que tem causado a “síndrome do papa tralhas” (a escassez de terrenos livres provoca a derrubada de edifícios, normalmente residenciais unifamiliares, para a construção de novos edifícios, multifamiliares) ou a expulsão da população de menor poder aquisitivo para os bairros vizinhos, em especial rumo à Torre. O produto é a transferência de valores e a replicação dos modelos dos “bairros nobres” para a Torre.</p>
                    </list-item>
                </list>
            </sec>
            <sec>
                <title>NÍVEL 2: CORRELAÇÃO ENTRE AS VARIÁVEIS</title>
                <p>A discussão do conjunto de variáveis, cuja interpretação foi exemplificada no item anterior, permitiu traçar um panorama dos aspectos aplicados ao recorte de estudo. Entretanto, para uma avaliação mais precisa sobre a correspondência entre caminhabilidade e fluxo real de pessoas, foram desenvolvidas correlações, tendo em conta o agrupamento segundo a afinidade. Para tanto, foram procedidas duas etapas comparativas: (a) Comparação das variáveis componentes de cada agrupamento com as variáveis-alvo; (b) Confronto das demais variáveis entre si (o conjunto de relações consta na <italic><xref ref-type="table" rid="t05">Tabela 5</xref></italic>).</p>
                <table-wrap id="t05">
                    <label>TABELA 5</label>
                    <caption>
                        <title>Correlação entre todas as variáveis (seleção de resultados).</title>
                    </caption>
                    <table frame="hsides" rules="rows" style="border-color:#0F94CF">
                        <thead>
                            <tr align="center" style="background-color:#9FD4EC">
                                <th>Variáveis</th>
                                <th>Correlações</th>
                                <th>Método estatístico</th>
                                <th>Intensidade</th>
                            </tr>
                        </thead>
                        <tbody>
                            <tr align="center">
                                <td rowspan="5">
                                    <bold>Campo de visão social</bold></td>
                                <td align="left">Curtas Distâncias a Pé</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Negativa e moderada [ρ=-0,304; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Tipo de Frequentadores do Espaço (Heterogeneidade)</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Negativa e fraca [ρ=-0,140; p=0,012]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Conectividade dos Percursos</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Negativa e muito forte [ρ=-0,749; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Dimensão das Quadras</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e moderada [ρ=0,408; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Espaço de Transição Suave</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Negativa e moderada [ρ=-0,308; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td rowspan="5">
                                    <bold>Interfaces (permeabilidade visual)</bold></td>
                                <td align="left">Conectividade dos Percursos</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e moderada [ρ=0,405; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Espaço de Transição Suave</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e muito forte [ρ=0,809; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Tipo de Frequentadores do Espaço (Heterogeneidade)</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e fraca [ρ=0,192; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Pontos dos Meios de Transporte</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Negativa e moderada [ρ=-0,413; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Tipo do Movimento (Meios de Transporte – Contagem)</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Negativa e moderada [ρ=-0,376; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td rowspan="2">
                                    <bold>Espaços de permanências</bold></td>
                                <td align="left">Intensidade do Movimento (Fluxo de Pedestres)</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e moderada [ρ=0,424; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Tipo de Frequentadores do Espaço (Heterogeneidade)</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e fraca [ρ=0,196; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td><bold>Espaços abertos e atrativos (hierarquia dos espaços)</bold></td>
                                <td align="left">Tipos de Frequentadores do Espaço (Heterogeneidade)</td>
                                <td align="center">U de Mann-Whitney</td>
                                <td align="left">Mais espaços abertos, maior heterogeneidade [p=0,017]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td rowspan="7">
                                    <bold>Curtas distâncias a pé</bold></td>
                                <td align="left">Campo de Visão Social</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Negativa e moderada [ρ=-0,304; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Intensidade do Movimento (Fluxo de Pedestres)</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e fraca [ρ=0,124; p=0,026]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Distribuição das Funções da Cidade</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e moderada [ρ=0,411; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Tipo do Movimento(Meios de transporte – Entropia)</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e moderada [ρ=0,375; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Tipo do Movimento(Meios de Transporte – Contagem)</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e forte [ρ=0,586; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Mobiliário Urbano</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e forte [ρ=0,515; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Acessibilidade</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e muito forte [ρ=0,738; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td rowspan="7">
                                    <bold>Conectividade dos percursos</bold></td>
                                <td align="left">Campo de Visão Social</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Negativa e muito forte [ρ=-0,749; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Intensidade do Movimento (Fluxo de Pedestres)</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e fraca [ρ=0,152; p=0,006]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Tipos de Frequentadores do Espaço (Heterogeneidade)</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e fraca [ρ=0,209; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Pontos dos Meios de Transporte</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Negativa e moderada [ρ=-0,366; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Interfaces</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e moderada [ρ=0,405; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Dimensão das Quadras</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Negativa e moderada [ρ=-0,315; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Espaço de Transição Suave</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e moderada [ρ=0,424; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td rowspan="2">
                                    <bold>Continuidade dos percursos</bold></td>
                                <td align="left">Intensidade do Movimento (Fluxo de Pedestres)</td>
                                <td align="center">U de Mann-Whitney</td>
                                <td align="left">Há diferença na Intensidade do Movimento [p=0,002]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Tipos de Frequentadores do Espaço (Heterogeneidade)</td>
                                <td align="center">U de Mann-Whitney</td>
                                <td align="left">Há diferença nos Tipos de Frequentadores [p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td rowspan="4">
                                    <bold>Dimensão das quadras</bold></td>
                                <td align="left">Campo de Visão Social</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e moderada [ρ=0,408; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Conectividade dos Percursos</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Negativa e moderada [ρ=-0,315; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Espaço de Transição Suave</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Negativa e moderada [ρ=-0,382; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Iluminação Pública</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Negativa e moderada [ρ=-0,368; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td rowspan="6">
                                    <bold>Espaço de transição suave</bold></td>
                                <td align="left">Campo de Visão Social</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Negativa e moderada [ρ=-0,308; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Intensidade do Movimento (Fluxo de Pedestres)</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e fraca [ρ=0,125; p=0,024]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Interfaces</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e muito forte [ρ=0,809; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Conectividade dos Percursos</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e moderada [ρ=0,424; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Dimensão das Quadras</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Negativa e moderada [ρ=-0,382; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Iluminação Pública</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e moderada [ρ=0,320; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td rowspan="6">
                                    <bold>Distribuição das funções da cidade</bold></td>
                                <td align="left">Curtas Distâncias a Pé</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e moderada [ρ=0,411; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Pontos dos Meios de Transporte</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva de moderada [ρ=0,436; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Tipo do Movimento (Meios de Transporte – Entropia)</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e moderada [ρ=0,424; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Tipo do Movimento (Meios de Transporte – Contagem)</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e forte [ρ=0,599; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Mobiliário Urbano</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e moderada [ρ=0,477; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Acessibilidade</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e forte [ρ=0,532; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td rowspan="8">
                                    <bold>Integração das funções da cidade</bold></td>
                                <td align="left">Tipos de Frequentadores do Espaço (Heterogeneidade)</td>
                                <td align="center">U de Mann-Whitney</td>
                                <td align="left">Maior heterogeneidade onde não há complementaridade dos horários de funcionamento</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Intensidade do Movimento (Fluxo de Pedestres)</td>
                                <td align="center">U de Mann-Whitney</td>
                                <td align="left">Há diferença na intensidade do movimento [p=0,028]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Tipo do Movimento (Meios de Transporte)</td>
                                <td align="center">U de Mann-Whitney</td>
                                <td align="left">Há diferença entre a intensidade e diversidade dos meios de transporte à complementaridade de usos [p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Interfaces (Permeabilidade Visual)</td>
                                <td align="center">U de Mann-Whitney</td>
                                <td align="left">Espaços com uma maior densidade de portas/aberturas têm maior complementaridade dos horários de funcionamento [p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Campo de Visão Social</td>
                                <td align="center">U de Mann-Whitney</td>
                                <td align="left">O maior potencial de escolha contém maior distribuição dos usos no tempo [p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Distribuição das Funções da Cidade</td>
                                <td align="center">U de Mann-Whitney</td>
                                <td align="left">Maior diversidade de usos tem maior complementaridade dos horários de usos [p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Pontos dos Meios de Transporte</td>
                                <td align="center">U de Mann-Whitney</td>
                                <td align="left">A maior densidade de pontos de transporte tem uma maior complementariedade dos horários dos usos [p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Iluminação Pública</td>
                                <td align="center">U de Mann-Whitney</td>
                                <td align="left">Quanto maior a densidade de iluminação, maior a complementariedade dos horários de funcionamento</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td rowspan="4">
                                    <bold>Iluminação pública</bold></td>
                                <td align="left">Dimensão das Quadras</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Negativa e moderada [ρ=-0,368; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Espaço de Transição Suave</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e moderada [ρ=0,320; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Pontos dos Meios de Transporte</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e moderada [ρ=0,330; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Mobiliário</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e moderada [ρ=0,325; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td rowspan="2">
                                    <bold>Sentimento de conforto (térmico)</bold></td>
                                <td align="left">Tipos de Frequentadores do Espaço (Heterogeneidade)</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e fraca [ρ=0,130; p=0,020]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Mobiliário</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Negativa e moderada [ρ=-0,478; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td rowspan="8">
                                    <bold>Ponto dos meios de transporte</bold></td>
                                <td align="left">Interfaces</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Negativa e moderada [ρ=-0,413; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Intensidade do Movimento (Fluxo dos Pedestres)</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e fraca [ρ=0,121; p=0,030]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Conectividade dos Percursos</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Negativa e moderada [ρ=-0,366; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td align="left">Distribuição das Funções da Cidade</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva de moderada [ρ=0,436; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Iluminação Pública</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e moderada [ρ=0,330; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Tipo do Movimento (Meios de Transporte - Contagem)</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e moderada [ρ=0,438; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Mobiliário</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e forte [ρ=0,601; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Dimensão das Calçadas</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e moderada [ρ=0,352; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td rowspan="4">
                                    <bold>Tipo do movimento – entropia</bold></td>
                                <td align="left">Curtas Distâncias a Pé</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e moderada [ρ=0,375; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Distribuição das Funções da Cidade</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e moderada [ρ=0,424; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Mobiliário</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e moderada [ρ=0,434; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Acessibilidade</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e moderada [ρ=0,424; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td rowspan="7">
                                    <bold>Tipo do movimento – contagem</bold></td>
                                <td align="left">Interfaces</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Negativa e moderada [ρ=-0,376; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Intensidade do Movimento (Fluxo de Pedestres)</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e moderada [ρ=0,304; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Curtas Distâncias a Pé</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e forte [ρ=0,586; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Distribuição das Funções da Cidade</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e forte [ρ=0,599; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Pontos dos Meios de Transporte</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e moderada [ρ=0,438; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Mobiliário</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e forte [ρ=0,569; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Acessibilidade</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e forte [ρ=0,518; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td rowspan="9">
                                    <bold>Mobiliário</bold></td>
                                <td align="left">Curtas Distâncias a Pé</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e forte [ρ=0,515; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Tipos de Frequentadores do Espaço (Heterogeneidade)</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Negativa e fraca [ρ=-0,205; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Distribuição das Funções da Cidade</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e moderada [ρ=0,477; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Iluminação Pública</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e moderada [ρ=0,325; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Conforto Térmico</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Negativa e moderada [ρ=-0,478; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Pontos dos Meios de Transporte</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e forte [ρ=0,601; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Tipo do Movimento (Meios de Transporte – Entropia)</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e moderada [ρ=0,434; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Tipo do Movimento (Meios de Transporte – Contagem)</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e forte [ρ=0,569; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Acessibilidade</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e moderada [ρ=0,407; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td><bold>Dimensão das calçadas</bold></td>
                                <td align="left">Intensidade do Movimento (Fluxo dos Pedestres)</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e fraca [ρ=0,176; p=0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td rowspan="3">
                                    <bold>Estado de conservação das calçadas</bold></td>
                                <td align="left">Tipo de Frequentador do Espaço (Heterogeneidade)</td>
                                <td align="center">Kruskal-Wallis</td>
                                <td align="left">Há efeito do estado de conservação das calçadas no tipo de frequentador do espaço [X<sup>2</sup>(3)=8,066; p=0,045]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Campo Social de Visão (Vistas Desobstruídas)</td>
                                <td align="center">Kruskal-Wallis</td>
                                <td align="left">Há efeito dos índices de inteligibilidade sobre o estado de conservação das calçadas [X<sup>2</sup>(3)=32,945; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Interfaces (Permeabilidade Visual)</td>
                                <td align="center">Kruskal-Wallis</td>
                                <td align="left">Há efeito da densidade de portas/aberturas sobre o estado de conservação das calçadas [X<sup>2</sup>(3)=56,367; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td rowspan="11">
                                    <bold>Estado de conservação das calçadas</bold></td>
                                <td align="left">Conectividade dos Percursos</td>
                                <td align="center">Kruskal-Wallis</td>
                                <td align="left">Há efeito da integração local sobre o estado de conservação das calçadas [X<sup>2</sup>(3)=55,644; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Dimensão das Quadras</td>
                                <td align="center">Kruskal-Wallis</td>
                                <td align="left">Há impacto da dimensão das quadras sobre o estado de conservação das calçadas [X<sup>2</sup>(3)=29,806; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Distribuição das Funções da Cidade</td>
                                <td align="center">Kruskal-Wallis</td>
                                <td align="left">Há efeito da distribuição das funções da cidade sobre o estado de conservação das calçadas [X<sup>2</sup>(3)=95,817; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Iluminação Pública</td>
                                <td align="center">Kruskal-Wallis</td>
                                <td align="left">Há efeito da densidade de iluminação pública sobre o estado de conservação das calçadas [X<sup>2</sup>(3)=93,186; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Sentimento de Conforto (Térmico/Sombreamento)</td>
                                <td align="center">Kruskal-Wallis</td>
                                <td align="left">Há impacto dos elementos de sombreamento sobre o estado de conservação das calçadas [X<sup>2</sup>(3)=11,441; p=0,010]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Pontos dos Meios de Transporte</td>
                                <td align="center">Kruskal-Wallis</td>
                                <td align="left">Há efeito dos pontos dos meios de transporte sobre o estado de conservação das calçadas [X<sup>2</sup>(3)=59,033; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Dimensão das Calçadas</td>
                                <td align="center">Kruskal-Wallis</td>
                                <td align="left">Há impacto da dimensão das calçadas sobre o estado de conservação das calçadas [X<sup>2</sup>(3)=32,406; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Curtas Distâncias a Pé</td>
                                <td align="center">Kruskal-Wallis</td>
                                <td align="left">Há efeito de curtas distâncias a pé sobre o estado de conservação das calçadas [X<sup>2</sup>(3)=71,351;p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Acessibilidade</td>
                                <td align="center">Kruskal-Wallis</td>
                                <td align="left">Há efeito da acessibilidade sobre o estado de conservação das calçadas [X<sup>2</sup>(3)=105,380; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Espaços de Permanências</td>
                                <td align="center">Kruskal-Wallis</td>
                                <td align="left">Há efeito dos espaços de permanência sobre o estado de conservação das calçadas [X<sup>2</sup>(3)=15,927; p=0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Espaço de Transição Suave</td>
                                <td align="center">Kruskal-Wallis</td>
                                <td align="left">Há impacto dos espaços de transição suaves sobre o estado de conservação das calçadas [X<sup>2</sup>(3)=85,861; p=0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr align="center">
                                <td rowspan="5">
                                    <bold>Acessibilidade</bold></td>
                                <td align="left">Curtas Distâncias a Pé</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e muito forte [ρ=0,738; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Distribuição das Funções da Cidade</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e forte [ρ=0,532; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Tipo do Movimento(Meios de Transporte – Entropia)</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e moderada [ρ=0,424; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Tipo do Movimento (Meios de Transporte – Contagem)</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e forte [ρ=0,518; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                            <tr>
                                <td align="left">Mobiliário</td>
                                <td align="center">Spearman</td>
                                <td align="left">Positiva e moderada [ρ=0,407; p&lt;0,001]</td>
                            </tr>
                        </tbody>
                    </table>
                    <table-wrap-foot>
                        <fn>
                            <p>Fonte: <xref ref-type="bibr" rid="B03">Cerqueira (2017)</xref>.</p>
                        </fn>
                    </table-wrap-foot>
                </table-wrap>
                <p>Os achados permitiram perceber a existência de variáveis que influenciaram mais que outras o movimento e a vivência dos pedestres. Primeiramente, observaram-se correlações mais significativas entre as variáveis-alvo e as seguintes: Estado de Conservação das Calçadas; Continuidade dos Percursos; Interfaces (Permeabilidade Visual); Curtas Distâncias a Pé; Conectividade dos Percursos; Sentimento de Conforto (Térmico/Sombreamento); e Largura das Calçadas.</p>
                <p>Os resultados reforçam a importância da qualidade dos espaços públicos para uso dos pedestres, reafirmando que locais bem estruturados e conservados estimulam a apropriação das cidades. Em contraponto, algumas variáveis que, de acordo com a revisão de literatura, influenciariam a percepção, a apreensão e o movimento dos pedestres, não foram estatisticamente relevantes. É o caso da Dimensão das Quadras, Iluminação Pública e Distribuição das Funções da Cidade. No estudo de caso, verificou-se que nem todas as premissas usualmente vinculadas a um maior nível de vitalidade aplicam-se ao contexto investigado. Cada local possui características, costumes e usuários próprios que atuam e afetam a dinâmica dos espaços. O resultado alerta para o fato de nem todas as variáveis serem universais, o que requer mais atenção do pesquisador/projetista no momento de interpretar uma dada realidade.</p>
                <p>A partir do estudo do conjunto das correlações, foi possível observar agrupamentos e comportamentos comuns ou antagônicos. Percebe-se que as relações entre as variáveis Campo Social de Visão (Vista Desobstruída) x Conectividade dos Percursos, Interfaces (Permeabilidade Visual) x Espaços de Transição Suave, Curtas Distâncias a Pé x Acessibilidade (sentido amplo) são muito fortes. As relações entre Curtas Distâncias a Pé x Tipo do Movimento (Meios de Transporte — Contagem volumétrica), Pontos dos Meios de Transporte x Mobiliário Urbano (Funcionalidade), Tipo do Movimento (Meios de Transporte — Contagem Volumétrica) x Mobiliário Urbano (Funcionalidade) e Tipo do Movimento (Meios de Transporte — Contagem Volumétrica) x Acessibilidade (Sentido Amplo), por exemplo, são fortes, demonstrando uma maior relevância dessas para a observação da caminhabilidade, diante do fluxo efetivo observado por meio das variáveis-alvo.</p>
            </sec>
        </sec>
        <sec sec-type="conclusions">
            <title>CONCLUSÕES</title>
            <p>A pesquisa teve por objetivo analisar as variáveis de maior efeito sobre a caminhabilidade, de modo a destacar o papel da vitalidade e da forma urbana para o pedestre. Para tanto, foi realizada uma discussão bibliográfica e metodológica, baseada em investigação exploratória, a partir da literatura sobre o tema. À luz do discutido, foi possível obter achados promissores. Percebeu-se a existência de variáveis que se alinham ou não ao que registram as bases teóricas. Também foi possível destacar variáveis que conversam entre si e que, de certa forma, afetam com intensidades diferentes a caminhabilidade.</p>
            <p>As análises dos dados (nível descritivo e/ou estatístico) permitiram alcançar as respostas para as três questões de pesquisa estabelecidas para o estudo: em que medida a configuração espacial da cidade influi nas experiências vivenciadas pelos pedestres nas calçadas?; Que elementos afetam o deslocamento dos pedestres nas calçadas?; e Quais os parâmetros/critérios mais relevantes para observar a caminhabilidade e a qualidade dos espaços públicos?</p>
            <p>Para a primeira questão, é possível afirmar que a configuração influencia a caminhabilidade e as experiências vivenciadas pelos pedestres na cidade. As barreiras e permeabilidades causadas pelas relações entre os elementos constituintes da forma urbana guiam o processo de escolha dos trajetos traçados pelos pedestres e meios de transporte. A dimensão e o formato das quadras, as conexões da malha viária, o comprimento dos percursos, entre outros, acabam por sugerir o modo de transitar, apropriar e perceber os espaços.</p>
            <p>Entretanto, para o contexto analisado, alguns elementos condicionam a configuração espacial. Neste caso, o atributo é influenciado pelos aspectos naturais: é perceptível o forte papel dos rios sobre o Recife, o que afeta o tipo de forma resultante, o modo de construção, a intervenção, o traçado <italic>etc</italic>., representando uma clara segregação espacial, social e econômica, além de fornecer uma barreira para a mobilidade. Vale comentar que o rio não é um empecilho, mais sim um elemento de riqueza que tem sido utilizado como uma barreira e não um artifício para potencializar as características, a acessibilidade e a apropriação local.</p>
            <p>Em relação à segunda questão de pesquisa, foi possível averiguar vários fatores capazes de restringir ou estimular o ato de caminhar associados à configuração espacial. Ao observar o desempenho das variáveis investigadas na região de estudo, percebeu-se que algumas apresentaram maior significância que outras. Campo de Visão Social (Vistas Desobstruídas), Mobiliário Urbano (Funcionalidade), Estado de Conservação das Calçadas, Continuidade dos Percursos, Interfaces (Permeabilidade Visual), Curtas Distâncias a Pé, Conectividade dos Percursos, Espaços de Permanência, Sentimento de Conforto (Térmico/Sombreamento), Espaços de Transição Suave, Pontos dos Meios de Transporte e Largura das Calçadas foram as que demonstraram maior interferência no deslocamento dos pedestres, em diálogo claro com a revisão de literatura procedida. Por outro lado, o estudo apontou que Dimensão das Quadras, Iluminação Pública e Distribuição das Funções da Cidade não apresentaram a relevância esperada.</p>
            <p>Por fim, no que diz respeito à terceira questão da pesquisa, concluiu-se que, para se compreender os espaços e as necessidades dos pedestres, é necessário que os fatos sejam averiguados de forma conjunta. Variáveis lidas de maneira isolada não parecem trazer a contribuição necessária para o entendimento do fenômeno. Percebeu-se, por exemplo, que Campo de Visão Social (Vistas Desobstruídas), Conectividade dos Percursos, Interfaces (Permeabilidade Visual), Espaços de Transição Suave, Curtas Distâncias a Pé, Acessibilidade (Sentido Amplo), Tipo do Movimento (Meios de Transporte), Distribuição das Funções da Cidade, Pontos dos Meios de Transporte e Mobiliário Urbano (Funcionalidade), associadas às variáveis-alvo (Intensidade do Movimento, Relações Socioespaciais e Tipos de Frequentadores do Espaço) e aquelas relacionadas à estrutura das calçadas (Estado de Conservação, Continuidade e Largura das Calçadas), são as mais relevantes para a observação da caminhabilidade e da qualidade dos espaços públicos.</p>
            <p>Pode-se notar que os indicadores da sensação de uma boa caminhabilidade são, de certa forma, interdependentes, ou seja, o que faz a experiência vivenciada no espaço ser positiva (ou negativa) não se restringe a um único aspecto, mais sim a um conjunto de fatores que transmitem sentimentos e sensações aos usuários, sejam eles ligados à segurança, ao conforto, à acessibilidade <italic>etc</italic>.</p>
        </sec>
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            <title>COMO CITAR ESTE ARTIGO/<italic>HOW TO CITE THIS ARTICLE</italic></title>
            <fn fn-type="other">
                <p>CERQUEIRA, I.W.; et al. Caminhabilidade e forma da cidade: um estudo sobre a configuração urbana e sua influência nas relações socioespaciais no Recife. <italic>Oculum Ensaios</italic>, v.20, e235093, 2023. <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://doi.org/10.24220/2318-0919v20e2023a5093">https://doi.org/10.24220/2318-0919v20e2023a5093</ext-link></p>
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            <fn fn-type="other" id="fn01">
                <label>1</label>
                <p>Artigo elaborado a partir da dissertação de I. W. de CERQUEIRA, intitulada “Os pés da cidade: um estudo sobre a caminhabilidade, relações socioespaciais nas calçadas e mobilidade dos pedestres”. Universidade de Brasília, 2017.</p>
            </fn>
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                    <comment>Tese (Doutorado em Transportes) – Universidade de Brasília e Universidade Técnica de Lisboa</comment>
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                    <comment>Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) </comment>
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                    <comment>Tese (Doutorado em Arquitetura e Urbanismo) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo</comment>
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