A CARICATURA NO BRASIL NA OBRA DE J. CARLOS
Resumo
Surgida no Egito, na dinastia de Ramsês II, a caricatura tornou-se, através do tempo, contundente forma de satirizar os costumes e
os po!Íticos de cada época. O jornalismo encarregou-se de incentivar essa arte, transformando-a em arma de denúncia contra os vícios e erros da sociedade. J. Carlos, considerado a maior figura do mundo da caricatura, teve uma carreira mete6rica, iniciada com as suas colaborações para O Tagarela ( 1902) e terminando nas revistas A Careta, O Cruzeiro e Fon Fon. Sua criatividade alimentava-se do cotidiano e, para imaginar os seus tipos, muitos deles utilizados pela Publicidade, andava de bonde ou de trem, e não de carro, à procura de modelos escolhidos, entre as pessoas do povo. Caracterizou-se J. Carlos, em seus trabalhos, como intransigente defensor da liberdade.
Referências
(1) A palavra caricatura apareceu na Itália, na segunda metade do século XVI 1, originando-se do verbo caricare ( carregar, pesar ). Em Arte, referia-se a um desenho de representação gráfica carregada. É por isso que, em Francês, igualmente até hoje o desenho de humor é denominado charge.
(2) BERGSON, Henri. O Riso. Edit. Zahar, 1980, p. 22.
(3) Educado na escola caricatural de Honoré Daumier ( 1808 -1879 ) célebre humorista francês da segunda metade do século XIX.
(4) B A RATA, Mário. "Século XIX. Transição e início do século XX". ln: História da Arte no Brasil. São Paulo, Instituto Walter Moreira Salles, 1983, vai. 1, p. 447.
(5) PONTUAL, Roberto. Dicionário das Artes Plásticas no Brasil. Rio de Janeiro, Edit. Civilização Brasileira, 1969, p. 278.
(6) REBELLO, Gílson. "J. Carlos, cem anos: o traço ágil do humor". O Estado de São Paulo, 17-6-1984.
(7) Foi autor de um livro infantil chamado "Minha Babá" com 14 ilustrações.
(8) LIMA, Hermann de Castro. História da Caricatura no Brasil. Rio de Janeiro, Edit. José Olympio, 1963, 3º volume, pp. 1081 -1082.