SOBRE O SABER E O PODER N'O NOME DA ROSA
Resumo
O bem saber utilizar as palavras é uma tarefa difícil e muitos passaram à história por suas habilidades ao manuseá-las, como Cícero e Ruí Barbosa. Por outro lado, se o homem avança seus conhecimentos em todas as áreas do saber, ocorre um empobrecimento gradativo dos usos da linguagem. Umberto Eco, em seu livro O Nome da Rosa ( expressão medieval que designava o poder infinito das palavras) brinda os seus leitores com um romance genial em tomo de atos e discursos, tendo buscado em múltiplas fontes os ingredientes para essa poção mágica com a qual nos embriaga e enleva.
Referências
(1) "Assim, paulatinamente aprendi a compreender quais coisas eram designadas pelas palavras que eu repetidamente ouvia em diferentes frases, e uma vez que habituara minha boca a esses signos, exprimia minha vontade." ( versão I ivre do texto latino ).
(2) CLARET, Jacques. A i déia e a forma - problemát ica e dinâmica da linguagem, trad. de Nathanael C. Caixeiro. Rio, Zahar, 1980, p, 35.
(3) Adoto a formulação usualmente aceita pelos lingüÍstas de maneira geral. (4) CLARET, J. op. cit., p. 45.
(5) id. ib.
(6) WITTGENSTEIN, Ludwig. Investigações Filos6ficas, trad. de José Carlos Bruni, São Paulo, Abril-Cultural, Col. "Os Pensadores", 2ª ed., 1979.
(7) A propósito do Uberroman, veja-se, p. ex.: a) de Jakob Wassermann os romances do ciclo Maurizius, O Processo Maurizius e Etzel Andergast; b) a trilogia de Broch: Pasenow oder die Romantik, Esch oder die Anarquia e Huguenau oder die Realismus; c) do austr(aco Robert Musil Der Mann ohne Eingenschaftem; d) de eimito von Doderer Die Demonen; e) de Elias Canetti Die Blendung ( Auto-deFé, ed. Nova Fronteira ) e f) de Thomas Mann, dentre outros Der Zauberberg ( A Montanha Mllgica, ed. Nova Fronteira ) e o Doktor Faustus.
(8) O LIVEIRA, Franklin. "Entrada no alumbramento". ln BROCH, H. A morte de Virgílio, Rio, Nova Fronteira, 1982, p. 14.
(9) BILLMEYER e TUECHLE, op. cit., p. 327.
(10) id. ib.
( 11) ROSEN THAL, E rwin T. O universo fragmentário, trad. de Marion Fleischer, São Paulo, Nacional/EDUSP, 1975, p. 54.
(12) VEJA. São Paulo, 7-dez-1983, p. 133.
(13) WIMSATT JR., W & BROOKS, C. Crítica literária, trad. de lvete Centeno e Armando de Morais. lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 2ª ed., 1970, p. 61.
(14) id. ib.