Escola-favela, conhecimentos, transgressão e poder: esses meninos não têm jeito?

Rodrigo Torquato da Silva

Resumo


O objetivo deste artigo é apresentar uma pesquisa de doutorado, em andamento, e discutir uma problemática histórica acerca dos tensionamentos existentes na relação escolas públicasclasses populares. Trago como ponto de partida, para problematização, duas situações vivenciadas em escolas públicas em períodos diferentes. Ambas envolvem trajetórias de vidas e estratégias de sobrevivência. Os conflitos entre as lógicas de aprendizagem que alguns estudantes constroem fora da escola e as tentativas de enquadramentos em modelos de comportamentos institucionais são o ponto central da discussão a que aqui me proponho. Trago para o debate a questão da colonialidade do saber. Busco fundamentação teórica em Quijano e Boaventura Santos, ancorando-me nas noções de eurocentrismo e epistemicídio para tentar compreender os processos de exclusão e estigmatização daqueles estudantes de escolas públicas que constroem lógicas de conhecimentos fora da escola, e que não se enquadram nos modelos, ao contrário, desafiam os modelos. Porém, em função disso, são considerados transgressores e constantemente convidados a se retirarem das escolas, ainda que tal “convite” seja feito de forma sutil e não formalizada.

Palavras-chave: Escola-favela. Conhecimentos. Transgressão e poder.


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Revista de Educação PUC-Campinas

ISSNe 2318-0870 (eletrônico)
ISSN 1519-3993 (impresso)

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