A transição do ensino infantil para o ensino fundamental no olhar das crianças, pais e educadores: um recorte fenomenológico

Luciana Szymanski, Carolina Grando, Elaine Freire, Fabiana Villas Boas, Marcos Souza Junior

Resumo


O intuito do artigo é mostrar como algumas crianças, familiares e educadores em processo de mudança de contexto escolar são afetados pela implementação da lei que estabelece obrigatoriedade de nove anos para o Ensino Fundamental adiantando, com isso, a entrada das crianças nessa escola em um ano. Desenvolveu-se uma pesquisa, a pedido de duas instituições educacionais (uma creche e uma escola), para sistematizar a maneira como essas pessoas compreendem a mudança. A pesquisa circunscreve-se no olhar fenomenológico-existencial e apoia-se na noção de sentido desenvolvida por Heidegger em Ser e Tempo. O procedimento metodológico, em afinação com o pensamento fenomenológico, foi o da entrevista reflexiva. Aquilo que se revelou, da parte dos adultos participantes (pais e educadora), foi a preocupação com uma falta de espaço lúdico e de acolhimento para as crianças mais novas. Da parte das crianças, não houve referência à suposta hostilidade do novo ambiente, o que mostra sentidos diferentes e próprios para cada participante, ainda que falem de um mesmo processo.

 


Palavras-chave


Ensino infantil. Ensino médio. Fenomenologia.

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.24220/2318-0870v16n2a29

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Revista de Educação PUC-Campinas

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ISSN 1519-3993 (impresso)

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