Educação e linguagem: elementos para uma introdução crítica ao preconceito linguístico

Edinei Oliveira Vasco, Veralúcia Pinheiro

Resumo


O presente artigo tem como objetivo analisar alguns conceitos e concepções referentes à interação moderna entre dois fenômenos - educação e linguagem - cuja indissociabilidade aparente, tanto epistemológica quanto funcional, apresenta elementos que contribuem para o desenvolvimento de uma introdução crítica ao preconceito linguístico. Este é entendido como uma forma peculiar de preconceito social, que se efetiva no interior das relações sociais, por meio do sistema educacional - no qual a escola moderna é considerada o local privilegiado e legítimo de transmissão e imposição da língua caracterizada como padrão, oficial ou “culta” - e através da dominação cultural e da imposição linguística daí proveniente. Trata-se, portanto, de uma pesquisa de caráter qualitativo e de natureza analítico-descritiva que utilizará como metodologia um referencial bibliográfico a respeito da temática e dos objetos de estudos propostos.

Palavras-chave: Denominação cultural. Educação. Linguagem. Preconceito linguístico.


Palavras-chave


Denominação cultural; Educação; Linguagem; Preconceito linguístico

Texto completo:

PDF

Referências


Alvite, M.M.C. Didática e psicologia: crítica ao psicologismo na educação. São Paulo: Edições Loyola, 1981.

Bagno, M. A norma oculta: língua & poder na sociedade brasileira. São Paulo: Parábola Editorial, 2003.

Bagno, M. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. São Paulo: Edições Loyola, 2006.

Bortoni-Ricardo, S.M. Educação em língua materna: a sociolingüística na sala de aula. São Paulo: Parábola, 2004.

Bakhtin, M. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 2009.

Bourdieu, P. A escola conservadora: as desigualdades frente à escola e à cultura. In: Nogueira, M. A.; Catani, A. (Org.). Escritos de educação. Rio de Janeiro: Vozes, 1998a. p.40-64.

Bourdieu, P. A economia das trocas simbólicas: o que falar quer dizer. São Paulo: Edusp, 1998b.

Bourdieu, P.; Passeron, J.C. A reprodução: elementos para uma teoria do sistema de ensino. Rio de Janeiro: Vozes, 2009.

Bottomore, T. Dicionário do pensamento marxista. Rio de Janeiro: Zahar, 2012.

Brandão, C.R. O que é educação. São Paulo: Brasiliense, 1993. (Coleção Primeiros Passos). Cunha, W.F. Introdução à ciência política. Goiânia: Edição do autor, 1999.

Dacanal, J.H. Linguagem, poder e ensino da língua. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1985.

Durkheim, E. Educação e sociologia. São Paulo: Melhoramentos, 1978.

Fiorin, J.L. Linguagem e ideologia. São Paulo: Ática, 2007.

Fromm, E. Meu encontro com Marx e Freud. Rio de Janeiro: Zahar, 1979.

Gramsci, A. Cadernos do cárcere. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. v.4.

Löwy, M. As aventuras de Karl Marx contra o barão de Münchhausen: marxismo e positivismo na sociologia do conhecimento. São Paulo: Cortez Editora, 2013.

Kant, I. Crítica da razão pura. São Paulo: Nova Cultural, 2000.

Kawamura, L. Novas tecnologias e educação. São Paulo: Editora Ática, 2001.

Martin, R. Para entender a linguística: epistemologia elementar de uma disciplina. São Paulo: Parábola, 2003.

Marx, K.; Engels, F. A ideologia alemã. São Paulo: Hucitec, 1991.

Mészáros, I. A educação para além do capital. São Paulo: Boitempo, 2008.

Milroy, J. Ideologias linguísticas e as consequências da padronização. In: Bagno, M.; Lagares, X.C. (Org.). Políticas da norma e conflitos linguísticos. São Paulo: Parábola, 2011. p.49-85.

Nogueira, M.A.; Martins Nogueira, C.M. Bourdieu e a educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.

Perini, M.A. Gramática descritiva do português. São Paulo: Ática, 1996.

Rosenthal, R. Profecias auto-realizadoras na sala de aula: as expectativas dos professores como determinantes não intencionais da capacidade intencional dos alunos. In: Patto, M.H.S. (Org.). Introdução à psicologia escolar. São Paulo: T.A. Queiroz, 1988. p.258-295.

Saviani, D. Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações. São Paulo: Autores Associados, 1991.

Saviani, D. Escola e democracia. Campinas: Autores Associados, 2001.

Sapir, E. A linguagem. São Paulo: Perspectiva, 1980.

Severo, C.G. Linguagem e sociedade: algumas reflexões sobre determinismo. Working Papers em Linguística, n.8, p.127-140, 2004. Disponível em: Acesso em: 6 set. 2015.

Stubbs, M. A língua na educação. In: Bagno, M.; Stubbs, M.; Gagné, G. (Org.). Língua materna: letramento, variação e ensino. São Paulo: Parábola, 2002. p.85-162.

Tarallo, F. A pesquisa sociolingüística. São Paulo: Ática, 1990.

Viana, N. A consciência da história: Rio de Janeiro: Achiamé, 2007.

Viana, N. Educação, sociedade e autogestão pedagógica. Revista Urutágua: Revista Acadêmica Multidisciplinar, n.16, p.37-46, 2008. Disponível em: . Acesso em: 10 set. 2015.

Viana, N. Linguagem, discurso e poder: ensaios sobre linguagem e sociedade. Pará de Minas: Editora Virtualbooks, 2009.




DOI: https://doi.org/10.24220/2318-0870v21n1a2880

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Revista de Educação PUC-Campinas

ISSNe 2318-0870 (eletrônico)
ISSN 1519-3993 (impresso)

Este site é melhor visualizado utilizando navegador gratuito Firefox.