Escola de tempo integral na visão de algumas famílias: entre o ideal e o real

Dília Maria Andrade Glória

Resumo


Este artigo buscou investigar se a implantação do tempo integral numa escola pública de referência propiciou um melhor desempenho escolar dos alunos segundo suas famílias, bem como contribuir para a discussão e a avaliação de políticas públicas no país. A metodologia consistiu em um estudo qualitativo que fez uso de entrevistas semiestruturadas junto a mães de alunos, observação do cotidiano escolar e análise documental. Constatou-se que as famílias, em especial as da camada da classe média, têm muitas críticas à proposta de tempo integral devido à percepção de que os filhos ficam muito cansados e ao fato de que as mudanças curriculares priorizaram as atividades esportivas em prejuízo do conteúdo dito escolar e da educação cultural discente. Essas famílias avaliam ainda que, para a implantação do tempo integral firmar-se como um tempo-espaço de formação cidadã, garantindo o direito à educação para todos os alunos, o ideal se encontra longe da realidade.

Palavras-chave: Direito à educação. Educação de qualidade. Escola de tempo integral. Relação família-escola.


Palavras-chave


Direito à educação; Educação de qualidade; Escola de tempo integral; Relação família-escola

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DOI: https://doi.org/10.24220/2318-0870v19n3a2851

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Revista de Educação PUC-Campinas

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