Espaços de aprendizagem e formação compartilhada

Manoel Oriosvaldo de Moura

Resumo


"Na prática a teoria é outra". Eis a máxima que teimosamente procura firmar-se como verdade para muitos professores de Matemática. Ter como meta o entendimento dos processos de formação docente pode ser o caminho para colocar a teoria e a prática como parte do movimento de construção de novos saberes sobre a atividade pedagógica. Nesse texto, discutimos a formação de professores tomando como referência um projeto de estágio intitulado de “Clube de Matemática” e uma pesquisa colaborativa desenvolvida num CEFAM – Centro Específico de Formação e Aperfeiçoamento para o Magistério, em São Paulo. Desses trabalhos, se depreende que a complexidade de conhecimentos necessários para o trabalho docente exige parcerias entre centros de formação do professor de matemática. Essas parcerias deverão romper com a lógica da somatória dos créditos de disciplinas justapostas em departamentos isolados e que deixam, à própria sorte do futuro professor, a compreensão do seu papel social e do desenvolvimento de suas potencialidade para melhor atuar num ambiente que prima pela complexidade de fatores intervenientes na formação do humano. Dada a natureza do objeto do professor que, na sua definição e concretização envolve fatores afetivos, sócio-culturais e epistemológicos, entre muitos outros, devemos aceitar que a formação do professor é tarefa compartilhada.

Palavras-Chave: Formação de Professores; Atividade Pedagógica; Formação Compartilhada; Espaço de Aprendizagem.


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Revista de Educação PUC-Campinas

ISSNe 2318-0870 (eletrônico)
ISSN 1519-3993 (impresso)

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