Ensino fundamental de nove anos: articulações necessárias com a educação infantil

Elieuza Aparecida de Lima, Amanda Valiengo

Resumo


Este artigo leva a refletir sobre as análises de contextos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental referentes ao lugar da brincadeira na rotina educacional com turmas de crianças de cinco a seis anos. Refletiu-se acerca de documentos oficiais sobre a ampliação do Ensino Fundamental e os pressupostos da Teoria Histórico-Cultural. Foram Realizadas ações relativas à consulta bibliográfica; aplicação de questionário; ao registro fotográfico e escrito de observações de práticas lúdicas; aos encontros coletivos com professoras e à construção de uma brinquedoteca. Especificamente sobre o aspecto estudado, a brincadeira de faz de conta é a atividade principal da criança e pode ser considerada como mediadora dos aprendizados e possibilidades de humanização até aproximadamente seis anos. Com este entendimento, este assunto merece atenção do governo (expressa nas políticas públicas), dos professores e da equipe escolar, para oferecer melhores condições de êxito para a formação plena na infância.

 


Palavras-chave


Brincadeira. Educação infantil. Ensino fundamental de nove anos. Formação inicial e continuada de professores. Teoria histórico-cultural.

Texto completo:

PDF

Referências


Arce, A.; Duarte, N. (Org.). Brincadeiras de papéis sociais na educação infantil: as contribuições de Vygotsky, Leontiev e Elkonin. São Paulo: Xamã, 2006.

Arelaro, L. O ensino fundamental no Brasil: avanços perplexidades e tendências. Educação e Sociedade, v.26, n.92, p.1039-1066, 2005.

Brasil. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, 23 dez. 1996. Seção 1, p.207.

Brasil. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil. Brasília: MEC, 1998.

Brasil. Ministério da Educação. Plano nacional de educação. Brasília: INEP, 2001.

Brasil. Lei nº 11.274, de 6 de fevereiro de 2006. Altera a redação dos arts. 29, 30, 32 e 87 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação, dispondo sobre a duração de 9 (nove) anos para o ensino fundamental, com matrícula obrigatória a

partir dos seis anos de idade. Diário Oficial da União, 7 fev. 2006a. Seção 1, p.1.

Brasil. Ministério da Educação. Ensino fundamental de nove anos: orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade. Brasília: MEC, 2006b.

Brasil. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Resolução nº 5, de 17 de dezembro de 2009. Fixa as diretrizes curriculares para a educação infantil. Diário Oficial da União, 18 dez. 2009a. Seção 1, p.19. Disponível em: . Acesso em: 3 maio 2010.

Chaves, M. Intervenções pedagógicas e promoção da aprendizagem da criança: contribuições da psicologia histórico-cultural. In: Faustino, R.C.; Chaves, M.; Barroco, S.M.S. (Org.). Intervenções pedagógicas na educação escolar indígena: contribuições da teoria histórico-cultural.

Maringá: EDUEM, 2008. p.75-89.

Elkonin, D.B. Sobre el problema de la periodización del desarrollo psíquico en la infancia. In: Davidov, V.; Shuare. M. (Org.). La psicología evolutiva y pedagógica en la URSS (Antología). Moscou: Progresso, 1987. p.104-124. Elkonin, D.B. Psicologia do jogo. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

Ferreiro, E. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999.

Klein, S.B. O ensino fundamental de nove anos e infância: algumas considerações. In: Congresso Paulista de Educação Infantil, 5., 2009, São Paulo. Anais... São Paulo: FEUSP, 2009. p.30.

Leite Filho, A. Proposições para uma educação infantil cidadã. In: Garcia, R.L.; Leite Filho, A. (Org.). Em defesa da educação infantil. Rio de Janeiro: DPJA, 2001. p.29-58. Leontiev, A.N. O desenvolvimento do psiquismo. Lisboa: Livros Horizonte, 1978.

Leontiev, A.N. Uma contribuição à teoria do desenvolvimento da psique infantil. In: Vygotsky, L.S.; Luria, A.R.; Leontiev, A.N. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo: Ícone, 1988. p.59-83.

Maciel, F.I.P.; Baptista, M.C.; Monteiro, S.M. (Org.). A criança de seis anos, a linguagem escrita e o ensino fundamental de nove anos: orientações para o trabalho com a linguagem escrita em turmas de crianças de seis anos de idade. Belo Horizonte: CEALE, 2009.

Mukhina, V. Psicologia da idade pré-escolar. São Paulo: Martins Fontes, 1996.

Pasqualini, J.C. Contribuições da psicologia histórico-cultural para a educação escolar de crianças de 0 a 6 anos: desenvolvimento e ensino em Vygotsky, Leontiev e Elkonin. 2006. Dissertação (Mestrado em Educação Escolar) - Faculdade de Ciências e Letras, Universidade Estadual Paulista, Araraquara, 2006.

Vygotsky, L.S. Imaginação e criação na infância. São Paulo: Ática, 2009.

Vygotsky, L.S.; Luria, A.R.; Leontiev, A.N. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo. Ícone, 1988.




DOI: https://doi.org/10.24220/2318-0870v17n1a248

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Revista de Educação PUC-Campinas

ISSNe 2318-0870 (eletrônico)
ISSN 1519-3993 (impresso)

Este site é melhor visualizado utilizando navegador gratuito Firefox.