Educação para o alívio da pobreza: novo tópico na agenda global

Olinda Evangelista, Eneida Oto Shiroma

Resumo


No presente trabalho discutem-se os discursos sobre a educação no início dos anos 1990, quando predominam os conceitos de produtividade, qualidade, competitividade, eficiência e eficácia, comparando-os com os do final da década: justiça social, coesão social, inclusão, empowerment, oportunidade e seguridade. Da política da “Educação para a competitividade” emigrou-se para a “Educação para o combate à pobreza”. Realizamos uma catalogação e análise dos documentos divulgados pelo Banco Mundial e pela Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura privilegiando a política para a América Latina e o Caribe. Elevar a qualificação média dos trabalhadores e assegurar o controle sobre eles, para conter o risco de uma rebelião por parte daqueles que sofrem os efeitos danosos da globalização. A educação foi concebida como redentora, solução de problemas econômicos e aliada à solução dos conflitos.

Diferentes aspectos dos discursos anteriores como os de capital humano e gestão da qualidade são restituídos na perspectiva de inversão individualizada para a empregabilidade, abandonando-se o ideário da economia nacional. Destacam-se discursos relacionados aos indigentes e sugestões para “escutar a voz dos pobres” e atender a “população de risco”. Apela-se para a noção de capital social e de educação para a assistência e inclusão social dos empobrecidos. Nossa hipótese é a de que este discurso busca concretizar-se pelas vias da empregabilidade, da educação da criança e da política.

Palavras-chave: Educação. Produtividade. Qualidade. Competitividade.


Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Revista de Educação PUC-Campinas

ISSNe 2318-0870 (eletrônico)
ISSN 1519-3993 (impresso)

Este site é melhor visualizado utilizando navegador gratuito Firefox.