Notas sobre um bar, uma quadra de basquete e um cadáver

Leandro Medrano

Resumo


A arquitetura brasileira atravessa uma evidente crise de identidade. Uma vez passada a superficial aproximação à falsa sedução pós-moderna (nos moldes de Rossi ou Venturi), é
marcante, hoje, uma nostálgica tentativa de retorno aos “bons tempos” – desta vez em versão simplificada por uma conduta formal ou pela tentativa de sua estruturação por verbetes
desgastados de seus sentidos iniciais. Se o tempo é de perplexidade frente à obsolescência da disciplina, a busca por novos valores é imprescindível. Valores procedentes do
estudo apurado dos atuais fatos cultuais e sociais, da história, das referências contemporâneas, do desenvolvimento tecnológico – o projeto compreendido como processo –
invenção, resposta. Não há outra maneira de ser moderno. A cidade, nesse contexto, deve ser entendida como premissa superior aos limites físicos, geográficos e culturais – esses
agora condizentes com novos tempos onde ao espaço real (rizomático) o desenho (ou forma) já não é suficiente como intervenção. O artigo procura, pela aproximação a outras
formas de observar e fazer arquitetura, sugerir alternativas e ressaltar a importância de uma cogente revisão.
PALAVRAS-CHAVE: arquitetura contemporânea, crítica de arquitetura, arquitetura brasileira contemporânea, arquitetura holandesa.

Palavras-chave


arquitetura contemporânea, crítica de arquitetura, arquitetura brasileira contemporânea, arquitetura holandesa.

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Referências


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Revista Oculum Ensaios

ISSNe 2318-0919 (eletrônico)
ISSN 1519-7727 (impresso)

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