Museus, cidades, cultura: o Centro Pompidou, o Macba e o Guggenheim

Geise Brizotti Pasquotto

Resumo


Os conceitos e ferramentas para trabalhar com o urbanismo modificaram-se no decorrer do tempo. A economia informacional torna-se uma economia cultural, fazendo da cultura uma mola propulsora às novas exigências do mercado. Assim, nas últimas décadas, a inserção de museus como forma de (re)urbanização das cidades foi muito utilizada. Nesse
contexto, destacam-se três edifícios culturais paradigmáticos: o Centro Pompidou em Paris, o Museu de Arte Contemporânea de Barcelona e o Guggenheim em Bilbao. A partir da análise dessas intervenções, o artigo pretende expor a especificidade de cada obra em relação a sua inserção no tecido da cidade, a dinâmica provocada pelo edifício no contexto arquitetônico-urbano contemporâneo e a política empresarial causada pelo amálgama entre cultura e city marketing.
PALAVRA-CHAVE: Cultura. Edifícios culturais. Museus. Revitalização.

Palavras-chave


Cultura. Edifícios culturais. Museus. Revitalização.

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DOI: https://doi.org/10.24220/2318-0919v0n14a776

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