Padrões arquitetônicos e urbanísticos da inserção dos supermercados nas cidades / Architectural and urbanistic patterns of supermarket insertion in cities

Natália Maria Garcia de Oliveira, Frederico Braida, Antonio Colchete Filho

Resumo


Este artigo aborda o tema das relações entre cidade e comércio e tem por objetivo principal analisar os padrões de inserção dos supermercados na cidade. As reflexões levantadas são fruto de quatro estudos de caso realizados em Juiz de Fora, cidade mineira de médio porte, a partir das seguintes categorias de análise: história das ocupações no lote, edifício no lote, volumetria, aspectos do entorno, acessos, fachada e comunicação visual. A metodologia utilizada baseou-se em uma investigação eminentemente de caráter exploratório e qualitativo, alicerçada pelas pesquisas bibliográfica, documental e empírica. Ao final, observou-se que os supermercados seguem lógicas de inserção arquitetônica e urbanística de acordo com o lote e com a localização, além das estratégias da marca em pleno diálogo com o entorno. Destaca-se, também, que, atualmente, os supermercados são, além de lugares de compras diárias, espaços de passeio e lazer, podendo ser entendidos como reflexos do comportamento humano na contemporaneidade.


Palavras-chave


Comércio. Juiz de Fora, MG. Padrões arquitetônicos. Supermercados.

Texto completo:

PDF

Referências


ALEXANDER, C. et al. Uma linguagem de padrões. Porto Alegre: Bookman, 2013.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE SUPERMERCADOS. Cinquenta anos de supermercados no Brasil. São Paulo: Informa Comunicação, 2002. p.72.

AZEVEDO, N.L.; JABOUR JÚNIOR, W.C. Reflexões e olhares: o patrimônio cultural de Juiz de Fora. Juiz de Fora: Funalfa, 2012.

BAHAMAS SUPERMERCADOS. Bahamas Supermercados. 2011. Disponível em: . Acesso em: 9 set. 2015.

BOTELHO JÚNIOR, C.O.; LOBO, J.R.M. (Org.). Empreendedores de Juiz de Fora. Juiz de Fora: [s.n.], 2007.

BRASIL. Lei n. 9.069. Dispõe sobre o plano real, o sistema monetário nacional, estabelece as regras e condições de emissão do real e os critérios para conversão das obrigações para o real, e dá outras providências. Brasília: Casa Civil, 1995. Disponível em: . Acesso em: 6 ago. 2015.

BRETAS. Supermercados Bretas. 2012. Disponível em: . Acesso em: 9 set. 2015.

CHARVAT, F.T. Supermarketing. New York: The MacMillan, 1961.

CORRÊA, S.B. As ruas comerciais, o consumo e a vida social urbana: o universo dos ateliês da Rua Dias Ferreira. RUA, v.21, n.1, p.5-20, 2015. Disponível em: . Acesso em: 5 ago. 2016.

D’ALMEIDA, J.F.; EID, W. O supermercado nosso de cada dia. São Paulo: Noovha América, 2009.

DUDDY, E.A.; REVZAN, D.A. Marketing: An institutional approach. New York: McGraw-Hill, 1953. Available from: . Cited: Apr. 1, 2016.

GARREFA, F. Shopping centers: de centro de abastecimento a produto de consumo. São Paulo:

Senac, 2011. p.71.

GUIMARÃES, S. T. Juiz de Fora: projetando memória. Juiz de Fora: Funalfa, 2008.

GOOGLE EARTH. Avenida Barão do Rio branco, Juiz de Fora, Minas Gerais. 2015. Disponível em: . Acesso em: 15 jun. 2015.

HAYNES, B.; LA JARA, A. Cencosud compra a Brasileira Bretas por R$1,35 bilhão. Reuters Brasil, 2010. Notícias de Negócios. Disponível em: . Acesso em: 8 fev. 2016.

HILÁRIO, W. O autosserviço em seus vários formatos. Superhiper, n.241, p.38-51, 2011. Disponível em: . Acesso em: 23 set. 2015.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Minas Gerais — Juiz de Fora. 2014. Cidades. Disponível em: . Acesso em: 9 out. 2015.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa anual de comércio 2013. Rio de Janeiro: IBGE, 2015. p.91.

JACOBS, J. Morte e vida de grandes cidades. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

LEBHAR, G.M. Chain stores in America: 1859-1950. New York: Chain Store Publishing Corporation, 1952.

LOPES, M.L. O comércio varejista em Uberlândia (MG) e sua atuação como agente modificador do espaço urbano: as estratégias da rede Bretas de supermercados. 2012. 189 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) — Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2012.

MUMFORD, L. A cidade na história: suas origens, transformação e perspectivas. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

NETTO, V.M. A cidade como resultado: consequências de escolhas arquitetônicas. In: BALBIM, R. et al. (Org.). Cidade e movimento: mobilidades e interações no desenvolvimento urbano. Brasília: Ipea, 2016. p.101-130.

OLIVEIRA, N.M.G. O lugar dos supermercados na cidade: Um estudo tipológico na avenida Rio Branco — Juiz de Fora/MG. 2016. 141 f. Dissertação (Mestrado em Ambiente Construído) — Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, 2016.

PANERAI, P. Análise urbana. Brasília: Universidade de Brasília, 2006.

PARENTE, J. Varejo no Brasil: gestão e estratégia. São Paulo: Atlas, 2011. p.294.

PERES, F. A história dos supermercados em Minas e seus personagens. Belo Horizonte: Amis, 2010.

PEVSNER, N. Historia de las tipologias arquitectonicas. Barcelona: Gustavo Gili, 1979.

PINTAUDI, S.M. Os mercados públicos: metamorfoses de um espaço na história urbana. Cidades, v.3, n.5, p.81-100, 2006.

PINTAUDI, S.M. Os supermercados na grande São Paulo: contribuição ao estudo da transformação do comércio varejista de gêneros alimentícios nas grandes metrópoles. 1981. 108 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) — Universidade de São Paulo, São Paulo, 1981.

PREFEITURA DE JUIZ DE FORA. Ônibus: horário e itinerário. Juiz de Fora: Portal PJF, 2015.

Disponível em: . Acesso em: 29 fev. 2016.

RODRIGUES, M. Supermercados: 40 anos de Brasil. São Paulo: Abras, 1993. p.39-64.

SETH, A.; RANDALL, G. The grocers: The rise and rise of the supermarket chains. London: Biddles, 1999.

SILVA, R.R.; CLEPS, G.D.G. A geografia do comércio e os processos de descentralização e criação de novas centralidades em Uberlândia (MG) a partir da instalação e operação de shopping centers. In: SEMINÁRIO REGIONAL DE PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA DO CENTRO-OESTE E TRIÂNGULO MINEIRO, 2., 2010, Uberlândia. Anais eletrônicos… Uberlândia: AGB, 2010. p.1-13. Disponível em: . Acesso em: 17 jul. 2014.

STILMAN, M. O comércio varejista e os supermercados na cidade de São Paulo. São Paulo: Universidade de São Paulo, 1962a. v.1.

STILMAN, M. O comércio varejista e os supermercados na cidade de São Paulo. São Paulo: Universidade de São Paulo. 1962b. v.2.

SUPERHIPER. Ranking 2010. Superhiper, v.27, n.407, p.40, 2010. Disponível em: <http://www.

abras.com.br/edicoes-anteriores/Main.php?MagID=7&MagNo=42>. Acesso em: 15 jun. 2015.

SUPERHIPER. Ranking 2014. Superhiper, v.40, n.454, 2014. Disponível em: <http://abrasnet.

com.br/edicoes-anteriores/Main.php?MagID=7&MagNo=143>. Acesso em: 15 jun. 2015.

VARGAS, H.C. Espaço terciário: o lugar, a arquitetura e a imagem do comércio. São Paulo: Editora Senac, 2001. p.52.

VARGAS, H.C. O lugar do comércio e serviços na arquitetura e urbanismo. V!RUS, n.9, p.1-10,

VENTURI, R. et al. Aprendendo com Las Vegas. São Paulo: Cosac and Naify, 2003.

ZIMMERMAN, M.M. The super market: A revolution in distribution. New York: McGraw-Hill, 1955.




DOI: https://doi.org/10.24220/2318-0919v15n1a3948

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Revista Oculum Ensaios

ISSNe 2318-0919 (eletrônico)
ISSN 1519-7727 (impresso)

Este site é melhor visualizado utilizando navegador gratuito Firefox.