A experiência francesa de intervenção em espaços urbanos de beira-rio: um paralelo para a reflexão sobre as áreas de preservação permanente (APP)

Sandra Soares de Mello

Resumo


Um intenso movimento de resgate da relação entre as cidades e seus cursos d’água vem ocorrendo na França, nas últimas décadas. A inserção da preocupação ecológica e a consideração
das dinâmicas naturais ocorrem concomitantemente com a revalorização das funções de urbanidade dos espaços das margens de rios urbanos. Este trabalho apresenta um breve apanhado sobre os princípios e procedimentos que caracterizam a experiência francesa. A sua análise é adotada como contraponto na reflexão sobre o “princípio de intangibilidade”, que fundamenta a legislação brasileira relativa às Áreas de Preservação Permanente (APP), proibindo o uso e a ocupação às margens de cursos d’água. A discussão
do objeto específico agrega-se a uma discussão mais geral: a necessária articulação na abordagem dos temas ambientais e urbanos.
PALAVRAS-CHAVE: margens de rios urbanos, Áreas de Preservação Permanente, urbanidade, “mineralização” versus “vegetalização”.

Palavras-chave


margens de rios urbanos, Áreas de Preservação Permanente, urbanidade, “mineralização” versus “vegetalização”.

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