Paisagem, umbrais, interior: mutações de uma metrópole

Mirandulina Moreira Azevedo

Resumo


Entre a metropole que se instaurava no comeco do seculo 20 e a imposicao do elo inexoravel entre o tecnologico e o urbano contemporaneo, conformam‑se relações entre nocoes como umbrais, interior e exterior, que deixam ver naqueles primórdios em que a paisagem urbana cortava os vinculos com a memoria do lugar o indice do que acontece hoje com a metropole. Essas nocoes tornam‑se estrategicas sob o ponto de vista de dois aspectos: relacionado as reflexoes sobre a memoria da metropole, em especial, para tratar de Sao Paulo, e atinente a condição contemporanea da arquitetura; a compreensao dos seus enfrentamentos no primeiro momento funciona como ensaio com o qual se pode confrontar as vicissitudes da arquitetura, hoje. A visada retoma um mote benjaminiano: a revisitacao ao momento da transformação da cidade em metropole no intuito de iluminar o presente quando interpretações sugerem que a metropole prescinde de sua realidade fisica.

PALAVRAS‑CHAVE: Interior. Metropole. Paisagem. Umbrais.


Palavras-chave


Interior. Metropole. Paisagem. Umbrais.

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DOI: https://doi.org/10.24220/2318-0919v13n2a3416

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