Artigas: arquitetura e ética

Patrícia Pereira Martins

Resumo


Artigas tem participação incontestável no desenvolvimento da arquitetura brasileira não somente pelos extraordinários exemplos arquitetônicos que deixou, os inúmeros textos e aulas memoráveis, mas principalmente por expandir os limites da disciplina, alçando‑a ao papel de protagonista no desenvolvimento cultural do país. Esse papel vai além do grande número de obras paradigmáticas construídas e constitui‑se por seu exemplo de atuação profissional: exercício de unidade entre o sujeito — cidadão atuante na vida cultural e política de seu tempo — e sua arquitetura — testemunha desse estar no mundo. Essa pratica, regida por uma rigorosa conduta ética e moral, forjada pelo embate constante entre vida, realidade, política e arquitetura, contribuiu para a dimensão ampliada da disciplina enquanto agente cultural na busca de uma identidade brasileira, a partir de sua essência cultural e não de seu passado histórico. Destaca‑se, na análise apresentada, o intenso embate entre arquitetura e cidade para o desenvolvimento de sua proposta arquitetônica. O objetivo deste artigo e traçar a constituição dessa trama tecida entre a teoria e a pratica da arquitetura de Artigas, que também entrelaça eventos do contexto brasileiro de grande complexidade como exemplo de enfrentamento dos desafios da profissão. A proposta e analisar o cenário político e cultural no qual o arquiteto se insere para recuperar a trama de fios teóricos, políticos, práticos e projetados que envolve sua trajetória.

PALAVRASCHAVE: Arquitetura e ética. Atrigas e ética. Artigas e seu contexto cultural.


Palavras-chave


Arquitetura e ética. Atrigas e ética. Artigas e seu contexto cultural.

Texto completo:

PDF

Referências


ABBAGNANO, N. Dicionário de filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

ARTIGAS, J.BV. Vilanova Artigas. FERRAZ, M. (Ed.). São Paulo: Instituto Lina Bo e P.M. Bardi, 1997.

ARTIGAS, R.; LIRA, J.T.C. (Org.). Vilanova Artigas: caminhos da arquitetura. São Paulo: Cosac &

Naify, 2004.

BANHAM, R. The new brutalism. London: The Architectural Press, 1966.

BARDI, L.B. Lina por escrito: textos escolhidos de Lina Bo Bardi. In: RUBINO, S.; GRINOVER, M.

(Org.). São Paulo: Cosac & Naify, 2009. p.69‑75.

BASTOS, M.A.J. Pós‑Brasília: rumos da arquitetura brasileira. São Paulo: Perspectiva, 2007.

BASTOS, M.A.J.; ZEIN, R.V. Brasil: arquiteturas após 1950. São Paulo: Perspectiva, 2011.

BUZZAR, M.A. João Batista Vilanova Artigas: elementos para a compreensão de um caminho da ar‑

quitetura brasileira. 1996. (Dissertação de Mestrado) — Faculdade de Arquitetura e Urbanismo,

Universidade de São Paulo, São Paulo, 1996.

FERRAZ, M. (Ed.). Vilanova Artigas. São Paulo: Instituto Lina Bo e P. M. Bardi, 1997.

FERRO, S. Entrevista à Marlene Milan Acayaba. Revista Projeto, n.86, p.68‑70, 1986.

GROSSMAN, V. Artigas’ realism. In: European Architectural History Network, 2013, São Paulo.

Anais… São Paulo: FAU/USP, 2013. p.8‑25.

KAMITA, J.M. Vilanova Artigas. São Paulo: Cosac & Naify, 2000.

MALPAS, J. Realismo. São Paulo: Cosac & Naify, 2000.

MEDRANO, L.; RECAMÁN, L. Vilanova Artigas: habitação e cidade na modernização brasileira.

Campinas: Unicamp, 2014.

PETROSINO, M.M. João Batista Vilanova Artigas: residências unifamiliares: a produção arquitetô‑

nica de 1937 a 1981. 2009. (Dissertação de Mestrado) — Faculdade de Arquitetura e Urbanismo,

Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009.

SANTOS, L.C. Depoimento de Vilanova Artigas. Revista Projeto, n.109, p.91‑102, 1988.

SARAIVA, P.P.M. Depoimento sobre Vilanova Artigas. Revista Pós‑USP, n.18, p.25, 2005.




DOI: https://doi.org/10.24220/2318-0919v13n1a2974

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Revista Oculum Ensaios

ISSNe 2318-0919 (eletrônico)
ISSN 1519-7727 (impresso)

Este site é melhor visualizado utilizando navegador gratuito Firefox.