Processo de formação socioespacial de pequenas cidades: o caso de Serro

Kelly Diniz de Souza, Teresa Cristina de Almeida Faria, Ítalo Itamar Caixeiro Stephan

Resumo


Este artigo visa contribuir para o debate sobre os processos de formação socioespacial e de produção do espaço urbano de pequenas cidades, a partir da análise do núcleo urbano colonial mineiro, com o propósito de explicitar o modo como se deu a formação da cidade de Serro, no estado de Minas Gerais. Nesse sentido, as análises aqui arroladas se direcionaram para o resgate do processo histórico de constituição dessa aglomeração, tendo por recorte temporal o período compreendido do século XVIII ao presente. Neste artigo, foram destacados os aspectos que balizaram a formação da cidade, enfatizando as relações econômicas, políticas, sociais e simbólicas que contribuíram para a ocupação do espaço. Para se compreender esse processo, o trabalho abordou, ainda, a cidade contemporânea, cuja expansão nos séculos XX e XXI vem ocorrendo por meio de parcelamentos “legais” e “ilegais”. A partir da identificação das características desse processo e dos agentes e interesses que nele estiveram presentes, pode-se observar que a paisagem urbana de Serro caracteriza-se tanto pela “concentração” correspondente à ocupação inicial, linear e contínua, quanto pela “dispersão” que marcou sua expansão urbana a partir do século XX.

PALAVRAS-CHAVE: Núcleo urbano colonial. Pequenas cidades. Produção do espaço urbano. Serro.


Palavras-chave


Núcleo urbano colonial. Pequenas cidades. Produção do espaço urbano. Serro.

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DOI: https://doi.org/10.24220/2318-0919v12n1a2718

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