Continuidade e mudança em Brasília

Frederico Rosa Borges Holanda, Manuela Souza Ribeiro

Resumo


A primeira parte do artigo concerne as áreas residenciais de Brasília. A segunda parte trata das “superquadras” brasilienses, a maior parte do tecido urbano. Uma superquadra consiste numa área de 240m x 240m, com 2.500 a 3.500 habitantes, a depender dos tipos de apartamentos. O discurso tradicional preza a generosa permeabilidade para os pedestres, considerando que os apartamentos são sobre pilotis corbuseanos. Isso é mais mítico que real, dadas as inúmeras barreiras ao movimento. Relações com os principais pontos de atração do entorno — parada de ônibus, comércio local, escolas-parque etc. —, também são mal definidas. Há uma estrita divisão entre o espaço para o carro e o espaço para o pedestre — o primeiro sem vegetação e fachadas frontais, o segundo em partes menos acessíveis e visíveis no interior das superquadras. A terceira parte do texto concerne a análise de um projeto de superquadra realizado por um dos autores: a SQN 109. Ela está sendo implantada desde 1995. A aplicação de técnicas de análise morfológica revela a medida que este projeto reproduz experiências anteriores ou se, ao contrário, inova, e em que aspectos. A análise focará o projeto, mais que os resultados do espaço real, dada sua incompletude. Mesmo assim, algo já é possível dizer a partir do que já está pronto, sugerindo que há aqui um grau de inovação, apesar da estrita obediência às rigorosas normativas urbanísticas vigentes na Brasília Patrimônio Cultural da Humanidade.

PALAVRAS-CHAVE: Brasília. Espaço residencial moderno. Inovação. Superquadras.


Palavras-chave


Brasília. Espaço residencial moderno. Inovação. Superquadras.

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DOI: https://doi.org/10.24220/2318-0919v12n2a2052

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