O desenho da ferrovia na rota do café

Marialice Pedroso

Resumo


Na mancha verde da marcha do café, identificamos no mapa a linha caracteristíca da ferrovia e os nós, pontuando cidades por ela servidas. Constituem uma rede não só de transporte e de comércio, mas uma intricada malha de influências e trocas através da qual, mesmo após a inatividade das ferrovias, podemos reconstituir a história do período por meio de suas manifestações mais palpáveis. Isso pode se dar através da arquitetura e urbanização dos espaços vivenciados. Os fatos históricos imprimem na cidade marcas que têm uma sobrevida ao seus personagens. Com isso, vem a possibilidade de um edifício, um bairro, um traçado urbano torna-se o próprio sujeito e não apenas o simples objeto num contexto histórico. Ler, sentir e interpretar essa mensagem é um desafio que as cidades transformadas pela passagem do ciclo cafeeiro propõem ao historiador e ao arquiteto contemporâneos.

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Referências


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PEDROSO, M.F. Arquitetura de fazendas de café de Amparo, Monte Alegre do Sul e Serra Negra. Dissertação de mestrado defendida no IFCH da UNICAMP, Campinas, 1998.

RIBEIRO, V. Subsídios para História da Companhia Mogyana de Estradas de Ferro em seu Primeiro trecho inaugurado em 1875. Trabalho de graduação apresentado no Departamento de História da Faculdade de Ciências e Letras "Plinio Augusto do Amaral", Amparo, 1993.


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Revista Oculum Ensaios

ISSNe 2318-0919 (eletrônico)
ISSN 1519-7727 (impresso)

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