Rubéola, soroprevalência de anticorpos em puérperas e recém-nascidos durante a campanha de vacinação de 2008, em Botucatu, Brasil

Jaime Olbrich Neto, Sandra Regina Leite Rosa Olbrich, Natalia Leite Rosa Mori, Ligia Maria Suppo de Souza Rugolo, Alice Maria KIY

Resumo


Objetivo

Avaliar o estado sorológico contra rubéola de uma amostra, representativa e randomizada, de puérperas e seus filhos durante a campanha de vacinação.

 

Métodos

Estudo transversal de amostra representativa e randomizada de puérperas e recém-nascidos, durante campanha de vacinação, e inquérito sobre antecedente de doença e vacinas. Nas crianças, a dosagem de IgG contra rubéola foi repetida aos 9 meses de vida.

 

Resultados

Noventa e duas puérperas e 51 recém-nascidos foram avaliados. A menor positividade (66,6%), foi encontrada entre as mulheres com menos de 20 anos, e a maior (90,4%), entre as com 30 ou mais anos de idade. Houve forte correlação entre IgG da mãe e do recém-nascido. Entre as mulheres com antecedentes de doença exantemática, os valores médios de IgG foram significativamente maiores. A maioria das mães (62,0%) não sabia informar se tinha recebido vacina anteriormente. Aos nove meses, nenhuma das crianças avaliada apresentou IgG detectável.

Conclusão

É necessário avaliar a soroprevalência em mulheres em idade fértil e com menos de 20 anos, pois esse grupo acumula suscetíveis.

 

Termos de indexação: Estudos soroepidemiológico. Recém-nascido. Rubéola. Vacinas.


Palavras-chave


Estudos soroepidemiológico. Recém-nascido. Rubéola. Vacinas.

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DOI: https://doi.org/10.24220/2318-0897v20n1/2a820

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Revista de Ciências Médicas

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