Variabilidade de frequência cardíaca em crianças eutróficas e obesas nas posições supina e bípede

Mayara Caleffi Ancona, Natália Folco Scodeler, Renata Michelini Guidi, Mário Augusto Paschoal

Resumo


Objetivo
Analisar possíveis alterações na modulação vagossimpática cardíaca de crianças obesas e eutróficas nas posições supina e bípede.
Métodos
Foram estudadas 30 crianças saudáveis com idade entre 9 e 11 anos, classificadas em dois grupos: grupo A, constituído por 15 crianças eutróficas, e grupo B, com 15 crianças obesas. Todas foram submetidas ao registro de seus batimentos cardíacos, que foram analisados por software específico, permitindo o cálculo da modulação autonômica cardíaca por meio da variabilidade da frequência cardíaca. Esses dados foram comparados pelo teste t e teste de Wilcoxon, considerando-se
significativo o valor de p≤0,05.

Resultados
Foram encontrados maiores valores de todos os perímetros corporais para o grupo obeso. A variabilidade da frequência cardíaca, no domínio da frequência, calculada em unidades normalizadas, mostrou significativa elevação da atividade
simpática e redução da atividade parassimpática na posição bípede com relação à posição supina, em ambos os grupos, porém sem diferença entre os mesmos, sugerindo que a elevação de frequência cardíaca observada nessa situação foi
dependente de ajustes autonômicos similares entre os grupos.
Conclusão
O estudo concluiu que a variabilidade da frequência cardíaca, tanto na posição supina quanto na posição bípede, não mostrou alterações autonômicas cardíacas em decorrência da obesidade infantil, sugerindo que, na faixa etária e no grau de
obesidade estudados, a modulação autonômica cardíaca não sofre influências do excesso de peso corporal.
Termos de indexação: Frequência cardíaca. Obesidade. Sistema nervoso autônomo.


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Revista de Ciências Médicas

ISSNe 2318-0897 (eletrônico)
ISSN 1415-5796 (impresso)

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