Frequência cardíaca e modulação autonômica do coração de pré-adolescentes obesos antes, durante e após curto Programa de Treinamento Aeróbio

Mario Augusto Paschoal, Flávia Baroni Neves, Bruno de Sousa Donato

Resumo


Objetivo

Investigar se um curto programa de treinamento aeróbio poderia causar modifi cação na frequência cardíaca de repouso e alterações na modulação autonômica cardíaca de pré-adolescentes obesos.

Métodos

Estudo longitudinal que envolveu quinze crianças obesas sedentárias com idades entre 9 e 12 anos que foram submetidas a 12 sessões de treinamento aeróbio de 40 minutos, com intensidade equivalente a 65% da frequência cardíaca submáxima. Para a coleta dos dados de frequência cardíaca e da modulação autonômica cardíaca foram utilizados o monitor Polar S810i e o software Polar Precision Performance que analisa a variabilidade da frequência cardíaca. A análise estatística empregou-se o teste Anova, com nível de significância de p<0,05, para analisar os dados nos momentos pré, durante após o treinamento aeróbio.

 Resultados

Os valores medianos de frequência cardíaca de repouso foram: pré treinamento aeróbio = 89bpm, após 6 sessões = 95bpm e após 12 sessões = 87,5bpm; e do índice pNN50 da variabilidade da frequência cardíaca estudado para avaliar a modulação autonômica cardíaca, mostrou: pré treinamento aeróbio = 4,95%; após 6 sessões = 3,45%, e após 12 sessões = 11,5%. O índice razão Baixa Frequência/Alta Frequência da Variabilidade da Frequência Cardíaca no domínio da frequência mostrou os seguintes valores: pré Treinamento Aeróbio = 1,28, após seis sessões = 1,22, e após 12 sessões = 0,87. Todos os valores dos índices analisados no estudo não se modificaram significativamente com o treinamento aeróbio.

Conclusão

O treinamento aeróbio de curta duração (12 sessões), na intensidade em que foi aplicado, não foi suficiente para promover significativa redução da frequência cardíaca de repouso e alterações no padrão da modulação autonômica cardíaca.


Palavras-chave


Exercício. Frequência cardíaca. Obesidade. Sistema nervoso autônomo

Texto completo:

PDF

Referências


Seals, DR, Chase PB. Influence of physical training on

heart rate variability and baroreflex circulatory control.

J Appl Physiol. 1989;66:1886-95.

Shi X, Stevens GHJ, Foresman BH, Stern SA, Raven

PB. Autonomic nervous system control of the heart:

Endurance exercise training. Med Sci Sports Exerc.

;27:1406-13.

Tulppo MP, Hautala AJ, Mäkikallio TH. Effects of aerobic

training on heart rate dynamics in sedentary. J Appl

Physiol. 2003;95:364-72.

Kaikkonen P, Hynynen E, Mann T, Rusko H, Nummela

A. Heart rate variability is related to training load

variables in interval running exercises. Eur J Appl Physiol.

;112:829-38.

Hellsten Y, Nyberg M. Cardiovascular adaptations to

exercise training. Compr Physiol. 2015;15;6(1):1-32.

Dong J-G. The role of heart rate variability in sports

physiology. Exp Ther Med. 2016;11(5):1531-6.

Paschoal MA, Pinheiro TT, Brigliador GM. Effect of

aerobic physical training on cardiac vagal reactivation

in young sedentary. Rev Bras Ativ Fis Saúde.

;17(5):403-13. http://dx.doi.org/10.12820/rbafs.

v.17n5p403-413

Coats AJS, Adamopoulas S, Radaelli A, McCance A,

Meyer TE, Bernardi L, et al. Controlled trial of physical

training in chronic heart failure: Exercise performance,

hemodynamics, ventilation and autonomic function.

Circulation. 1992;85:2119-31.

Boutcher SH, Stein P. Association between heart

rate variability and training response in sedentary

middle-aged men. Eur J Appl Physiol. 1995;70:75-80.

Gregoire J, Tuck S, Yamamota Y, Hughson RL. Heart

rate variability at rest and exercise: Influence of age,

gender, and physical training. Can J Appl Physiol.

;21:455-70.

Bonaduce D, Petretta M, Cavallaro V, Apicella C,

Ianniciello A, Romano M, et al. Intensive training and

cardiac autonomic control in high level athletes. Med

Sci Sports Exerc. 1998;30:691-6.

Melanson EL, Freedson PS. The effect of endurance

training on resting heart rate variability in sedentary

adult males. Eur J Appl Physiol. 2001;85:442-9.

Paschoal MA. Fisioterapia cardiovascular: avaliação

e conduta na reabilitação cardíaca. Barueri: Manole;

Tereshchenko LG, Cygankiewicz I, McNitt S, Vazquez

R, Bayes-Genis A, Han L, et al. Predictive value of

beat-to-beat QT variability index across the continuum

of left ventricular dysfunction: Competing risks of

noncardiac or cardiovascular death and sudden or

nonsudden cardiac death. Circ Arrhythm Electrophysiol.

;5:719-27.

Paschoal MA, Pereira MC. Modulação autonômica

cardíaca nas posições supina e bípede em crianças não

obesas, obesas e obesas mórbidas. Rev Ciênc Méd.

;19(1-6):33-41.

Task Force of the European Society of Cardiology

and the North American Society of Pacing and

Electrophysiology. Heart rate variability: Standards of

measurement, physiological interpretation and clinical

use. Circulation. 1996;93:1043-65.

Hautala A, Tulppo MP, Mäkikallio TH, Laukkanen R,

Nissilä S, Huikuri HV. Changes in cardiac autonomic

regulation after prolonged maximal exercise. Clin

Physiol. 2001;21:238-45.

Lee M, Wood RH, Welsch MA. Influence of short-term

endurance exercise training on heart rate variability.

Med Sports. 2003;36(6):961-9.

Gamelin FX, Baquet G, Berthoin S, Thevenet D, Nourry

C, Nottin S, et al. Effect of high intensity intermittent

training on heart rate variability in prepubescent

children. Eur J Appl Physiol. 2009;105(5):731-8.

Al-Ani M, Munir SM, White M, Townend J, Coote JH.

Changes in R-R variability before and after endurance

training measured by power spectral analysis and by

effect of isometric muscle contraction. Eur J Appl

Physiol. 1996;74(5):397-403.

De Meersman RE. Heart rate variability and aerobic

fitness. Am Heart J. 1993;125(3):726-31.




DOI: https://doi.org/10.24220/2318-0897v27n3a4196

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Revista de Ciências Médicas

ISSNe 2318-0897 (eletrônico)
ISSN 1415-5796 (impresso)

Este site é melhor visualizado utilizando navegador gratuito Firefox.