A participação paterna em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal

Fernanda Pereira Monteiro, Marília Inês Magalhães Rios, Antonieta Keiko Kakuda Shimo

Resumo


A internação por longo período em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal pode comprometer os laços afetivos entre pais e filhos. Durante a assistência, percebe-se mais frequentemente a presença materna, porém os pais passam por uma ambivalência de sentimentos, sendo esse período transformador marcado principalmente por medo e esperança. O objetivo do estudo foi entender um pouco mais a pessoa paterna em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e seus sentimentos. Trata-se de um estudo do tipo bibliográfico, retrospectivo e exploratório com análise sistematizada, em que foram analisados artigos das bases de dados virtuais em saúde no período compreendido entre 2001 e 2013. Ficou evidenciado sobre esse tema, ainda pouco estudado, que, apesar de estar em crescimento o envolvimento paterno em todos os aspectos da família, suas atitudes ainda são tímidas e pouco reveladas, e as falas muito reservadas. Além disso, os profissionais de saúde bem como os pesquisadores valorizam muito o vínculo mãe-bebê e se esquecem da tríade de extrema relevância mãe-pai-bebê.

Palavras-chave: Paternidade. Prematuro. Unidades de Terapia Intensiva Neonatal.


Palavras-chave


Paternidade. Prematuro. Unidades de Terapia Intensiva Neonatal.

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DOI: https://doi.org/10.24220/2318-0897v23n3a2825

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Revista de Ciências Médicas

ISSNe 2318-0897 (eletrônico)
ISSN 1415-5796 (impresso)

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