Por uma economia mais solidária e sustentável em prol da vida humana menos egoísta

Dimas Alcides Gonçalves, Juliano Vieira Gonçalves

Resumo


Insistimos na frase outrora posta na Carta da Terra de que o destino comum nos obriga a procurar um novo início, mesmo sabendo que, para a maioria da massa trabalhadora, a suposta verdade construída em prol do bem-estar social não se verifica. Tanto assim o é que ainda se observam os movimentos contrários às diferenças salariais entre homens e mulheres, à precarização das leis sociais do trabalho, ao desemprego estrutural para os jovens e uma completa desregulamentação trabalhista, de caráter global. Isso tudo por conta de alguns homens que, em sua ganância de querer, a todo instante, priorizar a maximização do lucro e de se escorar na racionalidade instrumental cega e, no desprezo pela multidimensionalidade do ser humano, acabam por fomentar a desigualdade desmedida dentro de sua própria espécie. Este artigo surge sim, para a preservação de nossa condição mais afetuosa que, até que enfim, tenta tornar-se ciente das consequências da sustentabilidade, podendo, assim, extrapolar para a dimensão do complemento imprescindível à causa da economia solidária, o tal “desenvolvimento sustentável”. Ambos os conceitos estão atrelados ao pensamento da necessidade urgente de subordinar o desenvolvimento econômico ao sistema da natureza, sempre limitado e permanentemente vinculado ao homem, enquanto ser humano e ser social. Não se deve mais desprezar a multidimensionalidade da criatura humana, reduzindo-a a mera ferramenta econômica a serviço do grande capital. Cá se fala um pouco da luta de classes, das relações de gênero, do jovem no mundo do trabalho, da segurança alimentar, da participação política, da cultura e, principalmente, do tipo de desenvolvimento econômico pleiteado em territórios, em sua maioria, locais (ainda). Tudo vale, desde que carregado de um forte componente de afetividade, de cuidados mútuos e de interação humana, muito além do já tão cravado aspecto econômico. E, felizmente, (pouco a pouco, como o próprio movimento cooperativista) bem menos egoísta.

Palavras-chave: Afetividade. Economia solidária. Desenvolvimento local. Multidimensionalidade humana. Precarização do trabalho. Sustentabilidade.


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DOI: https://doi.org/10.24220/cfc.v2i1.3946

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