Transporte de nitrogênio, fósforo e seston em três rios pré-amazônicos (estado do Maranhão, Brasil)

Marcelo Luiz Martins Pompêo, Viviane Moschini-Carlos, Claudionor Gomes Silva-Filho

Resumo


As bacias hidrográficas dos rios Pindaré, Mearim e Itapecuru estão contidas na área física do Estado do Maranhão, representando mais de 50% da área do Estado. O objetivo deste trabalho foi determinar preliminarmente os transportes de seston, nitrogênio total e fósforo total por estes rios. Para cada rio foram tomadas amostras de água superficial em três unidades amostrais com intervalo trimestral (novembro/1996 a agosto/1998). Os rios apresentaram semelhante variação sazonal da temperatura da água (29,0 a 32,7o C). O teor de oxigênio dissolvido variou de 0,78 a 8,35 mg/L. A maior condutividade elétrica foi verificada no rio Pindaré (153 a 410mS/cm) e a menor no rio Itapecuru (40 a 90mS/ cm). O pH variou de 6,1 a 7,6. As cargas variaram de 346,07 a 528,38t/dia (seston), 2,43 a 3,64t/dia (nitrogênio total), 393,71 a 623,71kg/dia (fósforo total). Os fluxos variaram de 2,27 a 6,52t/km2/ano (seston), 17,78 a 45,04kg/km2/ano (nitrogênio total), 2,89 a 6,35kg/km2/ano (fósforo total). Os dados sugerem que isoladamente o rio Pindaré é quem mais contribui com seston, nitrogênio total e fósforo total para as baías de São Marcos e São José. O rio Mearim, após receber as águas do rio Pindaré, transporta cerca de 3 vezes mais seston, nitrogênio total e fósforo total do que o rio Itapecuru.

Palavras-chave: carga, fluxo, rios, seston, nutriente.


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Revista Bioikos

ISSNe 2318-0900 (eletrônico)
ISSN 0102-9568 (impresso)

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