Itens alimentares de Crassostrea rhizophorae (Guilding, 1828) (Bivalvia: Ostreidae) cultivadas em um estuário tropical, no Nordeste do Brasil

Alinne Dué, Manoel Messias da Silva Costa, Euripedes Alves Silva Filho, Élica Amara Cecília Guedes

Resumo


O estudo sobre a alimentação das ostras possibilita revelar aspectos de sua biologia e permite reconhecer alterações antrópicas no ecossistema. Esse trabalho analisou e identificou itens alimentares do conteúdo estomacal de Crassostrea rhizophora (Guilding, 1828), obtidas em região de cultivo em um estuário tropical, no Nordeste do Brasil. Foram coletados mensalmente, entre maio e novembro de 2005, durante o período de baixa-mar, um total de 210 exemplares. Em laboratório retirou-se o trato gastrintestinal para análise quanti-qualitativa. De acordo com o grau de repleção, os tubos digestivos foram classificados em “cheio”, “quase cheio”, “quase vazio” e “vazio”. Houve maior incidência de indivíduos do estágio “cheio” (57%), indicando a existência de boa disponibilidade de alimento. A análise do conteúdo estomacal demonstrou uma ocorrência de 97 itens alimentares pertencentes aos grupos: Cyanobacteria, Xanthophyta, Bacillariophyta, Dinophyta, Euglenophyta, Chlorophyta, Protozoa, Rotifera, Annelida, Arthropoda, Mollusca, além de outros organismos (fragmentos de fitoplâncton, zooplâncton e fanerógamos) e sedimentos (grãos-de-areia). Bacillariophyta foi o grupo dominante (63%) seguido de Chlorophyta (12%). Esse estudo mostrou que C. rhizophorae tende a ingerir quaisquer partículas microscópicas trazidas em suspensão na água sem seleção de valor nutritivo.

Palavras-chave: Conteúdo estomacal. Mollusca. Ostra. Plâncton.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Revista Bioikos

ISSNe 2318-0900 (eletrônico)
ISSN 0102-9568 (impresso)

Este site é melhor visualizado utilizando navegador gratuito Firefox.